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COMO USAR O 13º NA COMPRA DE UM CARRO NOVO

A chegada do 13º salário deixa um dinheiro extra nas contas bancárias de muitos brasileiros - e boa parte deles opta por usá-lo para trocar de carro. Exatamente por isso, a movimentação no mercado de carros, novos e usados, aumenta muito nessa época do ano, fazendo pipocar ofertas e promoções supostamente irrecusáveis. Mas nem tudo que reluz é ouro. É preciso ter atenção para não ficar com um mico na mão ou mesmo jogar dinheiro fora.

O mercado de carros zero-quilômetro apresenta três situações nesta época do ano: modelos 2010/2010, 2010/2011 e 2011/2011. De acordo com Vitor Meizikas Filho, diretor técnico de pesquisas da Molicar, empresa especializada na pesquisa de preços e tendências no mercado automotivo, os modelos 2010 apresentam características peculiares que pedem muita atenção.

No caso de modelos 2010/2010, os lojistas costumam oferecer descontos para limpar os estoques. Mas, antes de se animar com o desconto, o consumidor deve pesquisar se o veículo escolhido não passará por uma restilização no próximo ano. Caso isso aconteça, sua depreciação será grande e muito provavelmente não compensará o desconto oferecido.

Como usar o 13º na compra de um carro novo

Há ainda modelos que acabaram de sofrer alguma mudança e que por isso são vendidos com descontos maiores. É o que ocorre, por exemplo, com a Chevrolet Montana, Kia Picanto ou com o Fiat Stilo e Renault Mégane, cujas chegadas do Bravo e do Fluence, respectivamente, irão aposentá-los.
No entanto, segundo Meizikas, é melhor não se empolgar demais: "Você comprou barato, mas também irá vender barato mais à frente", explica. "O negócio só vale a pena se o desconto chegar perto de 20%, para compensar a depreciação que certamente acontecerá".

Vale, ainda, a velha receita da pesquisa e negociação. O consultor de finanças Alexandre Lignos, da Consultoria IGF, lembra que os maiores interessados em limpar os estoques são os lojistas. "Os vendedores sempre vão dizer que há vários interessados ou que aquela é a última unidade disponível", diz. "Não caia nessa conversa. E a velha recomendação de pesquisar exaustivamente é mais atual do que nunca."

Em carros modelo 2010/2011, a regra é a mesma, mas vale atentar para dois outros fatores. Primeiro, em relação aos modelos 2011/2011, você terá uma pequena vantagem na hora de pagamento do IPVA do ano que vem, já que pagará o tributo de um modelo 2010, sempre mais em conta que os 2011.

Lignos lembra que os melhores negócios devem aparecer após o Carnaval, quando a demanda volta a cair, para arrematar um carro ano/modelo 2011. “Se você viu e gostou de um carro no mês de dezembro, espere um pouco para comprá-lo. Em março vão surgir mais e melhores oportunidades”, disse.

Como pagar - Até agora vimos como selecionar e escolher as melhores oportunidades que brotam no mercado nesta época do ano. Mas, mesmo que encontre um modelo que o agrade e que seja um bom negócio, não baixe a guarda. É hora de analisar as melhores opções para pagar pelo seu carro novo.

Segundo Lignos, o ideal é que se faça um planejamento de longo prazo, guardando dinheiro aos poucos num investimento, para conseguir efetuar o pagamento à vista. Além de não pagar juros, o consumidor ganha rendimentos com as aplicações, conseguindo comprar o bem em um período menor que o de um financiamento. Isso, no entanto, requer muita disciplina para aplicar, todo mês, o valor predeterminado - e poucas pessoas conseguem realizar esse tipo de projeto.

A opção preferida atualmente pela maioria dos consumidores é a do financiamento. A recomendação geral de todos os especialistas é limitar o financiamento a 36 meses, no máximo. E, nesse caso, as recomendações básicas indicadas pelo consultor da IGF são:

• Não comprometer mais de 30% do rendimento líquido familiar. Se houver outra dívida - por exemplo, o parcelamento de um imóvel -, é preciso encaixar os dois financiamentos nesse teto. Se você não tiver filhos, e sobrar um bom dinheiro, já contando com o fundo emergencial, o valor comprometido pode chegar a 40, 45% do salário. Mas é bom deixar um fundo de emergência para despesas extras, já que você terá gastos a mais, como combustível, manutenção, estacionamento, IPVA e seguro.

• O número de prestações deve ser o menor possível. Se o valor não atingir o teto do seu rendimento, é recomendável reduzir o número de parcelas. Assim, você pagará menos juros.

• Dar uma boa entrada e financiar o menor valor possível. E nisso seu 13º salário, junto com o carro que você já possui, irá ajudar muito.

• Pouca gente se dá conta, mas as taxas de juros são negociáveis. Diante disso - mais uma vez -, é indispensável pesquisar. Não só em várias lojas e bancos, em relação ao mesmo modelo, mas também verificar preços e vantagens de marcas e modelos diferentes, para não deixar passar alguma boa oportunidade. Deve-se também levar em consideração os valores do seguro, que podem variar de acordo com seu perfil e tornar um modelo mais atraente que o outro.

Por fim, Lignos dá algumas recomendações práticas na hora de sair para pesquisar os carros. "Evite levar filhos ou amigos, que acabam influenciando o lado emocional", afirma, dizendo que é preciso, nesse momento, exercitar o lado racional e controlar o consumismo. "Mesmo diante de uma oportunidade que lhe pareça boa, não haja impulsivamente. Conte até dez, volte para casa e faça os cálculos antes de fechar negócio". Usar ferramentas de busca e comparar preços pela internet é uma boa opção também.

Suzuki volta primeiro com carros; depois, pode ter fábrica

Das marcas de automóveis atraídas pela abertura do mercado brasileiro, no início dos anos 1990, muitas ficaram pelo caminho. Uma delas foi a Suzuki, cuja importação de carros e utilitários esportivos começou em 1991 e foi suspensa em março 2003.



A fabricante japonesa, que continuou suas operações com motocicletas no Brasil, conquistou fãs e virou referência em utilitários esportivos 4x4, principalmente graças ao Vitara e seu substituto, o Grand Vitara. E é com base nessa boa reputação "off-road" que a marca vai voltar ao mercado nacional, provavelmente no segundo semestre.

Splash

Só que a retomada das operações por aqui vai além. Uma fábrica para montagem local de modelos da Suzuki está em estudos, e pode se tornar realidade até 2010.
Ignis: compacto 4x4, conta com motores 1.3 e 1.5 a gasolina
OS MODELOS
SX4 - Linha de compactos da marca com derivações hatch, sedã e crossover com tração 4x4. Lançada no Salão de Genebra de 2006, compartilha plataforma com o Fiat Sedice, na planta da empresa japonesa na Hungria. Na Europa, utiliza motores a gasolina 1.5 de 99 cv, 1.6 16V de 107 cv - a mais cotada para vir para o Brasil - e 1.9 turbo-diesel de 120 cv. Nos Estados Unidos, o propulsor do crossover é um 2.0 16V em bloco de alumínio de 143 cv.
XL7 - O SUV médio da marca japonesa, que era tido como uma configuração maior do Grand Vitara, ganhou nova geração no ano passado, com linhas bastante ousadas e modernas. Possui versões para cinco ou sete passageiros e no mercado norte-americano é vendido com motor de 243 cv e câmbio automático de cinco velocidades. É feito em uma fábrica em parceria com a GM no Canadá.
Swift - Já fez relativo sucesso no Brasil nos anos 1990. No Salão de Paris de 2004 ganhou uma nova geração - duas além da vendida por aqui. Na Europa, possui versões com duas e quatro portas e motores a gasolina 1.3 de 92 cv, 1.5 de 110 cv - mais provável de vir para o mercado brasileiro - e 1.6 de 125 cv. Há ainda o propulsor 1.3 turbo-diesel de 70 cv. Em 2006, foi apresentada a versão Sport que usa somente o motor 1.6. É fabricado no Japão e em Taiwan.
Grand Vitara JIII - É a terceira geração do SUV que foi o modelo da Suzuki a fazer mais sucesso no Brasil. Lançado no ano passado, é vendido em países latino-americanos, inclusive na Argentina, onde convive com o modelo anterior fabricado em Rosário e que chega aqui com a identidade de Chevrolet Tracker. O motor mais vigoroso é um V6 2.7 24V de 185 cv. Na Europa, há ainda as opções: 1.6 de 106 cv, 2.0 16V de 128 cv, ambas a gasolina. E a turbodiesel 1.9 de 129 cv.
Jimny - O simpático jipinho também já foi vendido aqui e pode até ganhar as linhas de montagem, já que há ferramental e maquinário seu não utilizado na Espanha. Foi lançado em 1998 e ainda é fabricado no Japão com motor 1.3 de 85 cv a gasolina, outro 1.5 turbo-diesel de 86 cv e um inusitado propulsor turbo a gasolina 0.7 litro de 64 cv.
Ignis - Compacto 4x4, teve pouca sorte no Brasil, mas pode tentar nova entrada por aqui no ano que vem. A nova geração foi lançada em 2003 e também recebe o nome de Subaru Justy em alguns mercados europeus. Conta com motores 1.3 gasolina de 94 cv e 1.5 de 99 cv. A opção a diesel é um 1.3 de 70 cv.
Splash - É o clone da nova geração do Opel Agila na Europa. Feito na planta húngara, o monovolume compacto foi apresentado no salão de Paris de 2006 e tem dois motores a gasolina: 1.0 de três cilindros, 12 válvulas e 65 cv e 1.2 de quatro cilindros, 16 válvulas e 86 cv. Também existe um propulsor diesel 1.3 16V de 75 cv.
A volta ao país pode até parecer ousada à primeira vista. Por trás do retorno da Suzuki, porém, está o Grupo Souza Ramos, o mesmo que gerencia a MMC. A empresa tem licença para fabricar modelos da Mitsubishi (as picapes L200 Outdoor e L200 Triton e os utilitários-esportivos Pajero TR4 e Pajero Sport são montados na cidade goiana de Catalão), além de ser a representante oficial da marca por aqui no que diz respeito também a importados -- traz o esportivo Eclipse, os crossovers Airtrak e Outlander, a minivan Grandis e o SUV Pajero Full.

A estratégia com a Suzuki seria parecida. O grupo começaria a importar modelos atuais, como o utilitário esportivo médio XL7, a linha de compactos SX4 e a nova geração do Swift -- o modelo chegou a ser importado para o Brasil nos primórdios da década de 1990.

Com isso, estudaria o mercado e ganharia mais influência junto à matriz para partir para uma fábrica. Esta planta também deve ser erguida em Catalão. Só que as atividades industriais poderiam ser adiantadas e facilitadas pelo fato de existir maquinário e ferramental ocioso para produção de modelos da Suzuki à disposição na Espanha.

São específicos para fabricação de modelos como o jipinho Jimny, que fez rápida presença no mercado brasileiro no início da década, e até mesmo do Grand Vitara antigo.


Vitara ou Tracker
O que poderia provocar um problema mercadológico com a General Motors. É que a marca norte-americana tem uma parceria com a Suzuki na Argentina. Pelo acordo operacional, a planta da GM em Rosário monta o Grand Vitara e o manda para o Brasil com o nome de Tracker e com a gravatinha da Chevrolet na grade central.

Para a Argentina, o sport-utility compacto é vendido como Suzuki Grand Vitara mesmo. Procurada, a filial brasileira da GM não quis se pronunciar sobre o assunto.

De qualquer forma, já desembarcaram por aqui algumas unidades da nova geração do Grand Vitara, lançada no ano passado no Japão e chamada de JIII. Juntamente com o XL7 e o SX4 nas configurações hatch, sedã e crossover, passam por clínicas de avaliação junto a consumidores e, posteriormente, entrarão no processo de homologação.

O SX4, aliás, usa uma plataforma compartilhada com o Fiat Sedice. A versão station do SX4 seria o primeiro crossover compacto de fato do mercado, já que conta com tração 4x4. O compacto Swift, com visual moderno e motor 1.5 de 110 cv, também teve unidades trazidas.

A decisão sobre o que vai ser produzido na nova fábrica também vai depender da reação do público para os modelos importados. Especialistas e fontes da indústria avaliam que a imagem da marca japonesa ainda é forte e positiva no Brasil e remete a veículos 4x4, o que pode favorecer a fabricação do Jimny e do próprio Grand Vitara por aqui. Ainda mais com o mercado brasileiro de automóveis em situação tão próspera.


Futuro
O Grupo Souza Ramos também foi procurado, mas limitou-se a dizer que está dando apoio logístico ao grupo que conduz a operação que vai trazer a Suzuki de volta ao Brasil. De qualquer forma, a representação da Suzuki e a construção da fábrica são considerados pelo mercado uma boa alternativa para a empresa.

Fontes no setor dão conta de que a matriz da Mitsubishi no Japão já teria "crescido o olho" nos bons números do mercado brasileiro e estaria disposta a não renovar a licença de Souza Ramos para fazer os modelos da marca.

Swift: fez relativo sucesso no Brasil nos anos 90; pode vir com motor 1.5 de 110 cv

Volvo quer dobrar as vendas no Brasil

A Volvo apresentará seus destaques no Salão do Automóvel de São Paulo com o objetivo de dobrar as vendas em 2011. A montadora anunciou que quer deseja repetir no ano que vem o bom desempenho que teve em 2009, aliando novos lançamentos e ampliação da rede de distribuidores. Neste ano, a sueca pretende expandir seus negócios em cerca de 11%, com 2.400 unidades vendidas. Em comparação ao primeiro semestre de 2009, a marca vendeu 26,5% a mais.


Entre as novidaddes do Salão, a marca estreará o novo S60, principal aposta da fabricante para a mostra paulista. O sedã vai chegar ao País equipado com motor T6 3.0 turbo, de 304 cv de potência, mesma motorização do novo XC60, que também chegará ao Brasil. Outro modelo que deve conquistar fãs é o V60, apresentado no Salão de Paris. Os veículos vêm equipados com os sistemas City Safety e Pedestrian Detection, que aciona automaticamente os freios para evitar colisões.

Brasil tem mais vendas do que Alemanha e volta a ser 4º mercado de vendas de veículos

O Brasil conseguiu a quarta posição de vendas mundial de veículos neste 7º mês do ano. O Brasil tinha perdido para a Alemanha o quarto lugar, mas já recuperou. A diferença entre os brasileiro e os alemães é de apenas 23 mil automóveis.
Analistas do sector automotivo diz que o Brasil ira começar a se distanciar da Alemanha a partir de 2011.


Até o fim da década o Brasil será a 3ª potencia mundial de vendas no ramo automobilistico, ultrapassando o Japão.

Vendas batem recorde no 1º semestre de 2010

Mesmo em queda no mês, acumulado do ano bate recorde;

Hyundai é a marca que mais cresce


Se depender do resultado semestral acumulado dos licenciamentos de automóveis de passeio e veículos comerciais leves no primeiro semestre, 2010 já está adiantado no caminho para ser um novo ano recorde para a indústria automobilística brasileira. Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o total de emplacamentos entre janeiro e junho deste ano já é de 1.579.695 unidades. Tal volume é 9% superior ao do primeiro semestre de 2009, quando 1.449.787 carros já haviam sido comercializados.

Hyundai-i30_2008

Parte deste avanço, além da estabilidade do crédito, deve-se também ao aumento da produção semestral. De acordo com a Anfavea, nos seis primeiros meses de 2009 foram fabricados 1.753.201 veículos, o que representa um novo recorde e um avanço de 19,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Até então, o melhor resultado semestral foi obtido na primeira metade de 2008, quando mais de 1.690.000 automóveis foram produzidos. Em contrapartida, o volume produzido em junho passado foi 5% inferior ao total de maio, com 322.547 carros de passeio e veículos comerciais leves tendo deixado as linhas de montagem brasileiras.

O número de licenciamentos de junho, por outro lado, foi positivo. Na comparação com maio deste ano, o mês registrou alta de 4,6%, com 247.480 unidades, ante as 235.753 do período anterior. As exportações também foram beneficiadas pelo aumento da produção. No primeiro semestre de 2010, a indústria nacional enviou para o exterior 241.859 veículos, montante 54,8% maior que o exportado nos seis primeiros meses de 2009, que teve 156.268 carros exportados. O volume mensal, no entanto, sofreu redução de 13%, com 41.051 unidades.

A briga entre as quatro grandes e o avanço da Hyundai

No geral, junho foi bom para todas as fabricantes instaladas no país. No entanto, o sexto mês de 2010 ainda tem números cerca de 20% inferiores ao período de 30 dias de 2009, que ainda se beneficiava da isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). A liderança segue com a Fiat, que licenciou 60.164 automóveis de passeio e veículos comerciais leves no período. Na sequência vem a Volkswagen, com 51.965 unidades, seguida da General Motors, com 49.043, e da Ford, que fechou o mês passado com 24.440 carros vendidos.

Abaixo das quatro grandes montadoras do Brasil a briga está cada vez mais acirrada. Na 5ª colocação, e já estabelecida neste posto, a Renault vendeu 9.858 carros em junho, à frente da Honda, que licenciou 9.432 veículos. Com 290% de crescimento em relação a 2009 aparece a Hyundai, na 7ª posição, com 7.800 automóveis comercializado no mês passado. Atrás da marca sul-coreana ficaram Toyota (7.775 emplacamentos), Peugeot (6.747) e, por fim, fechando o ranking das 10 melhores, a Citroën (5.497).

Honda City brasileiro é lançado no México com preço inicial de R$ 25.800 – Como é possível?

Para os patriotas de plantão!!!!
Vai fundo brasileiro pagador de impostos !!!!
Continuem vendo carnaval, BBB 10, futebol e novela, é o que os políticos querem !!!!!!

A Honda lança no México o novo City. O sedan brasileiro, produzido na fábrica da Honda localizada em Sumaré – SP, chega ao mercado mexicano com apenas duas importantes diferenças: a primeira é a entrega mais equipamentos desde a versão de entrada e a segunda é o preço equivalente a menos da metade do cobrado no Brasil.






















No México, todas as versões são equipadas com freios à disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar condicionado além dos vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo que equipa a versão vendida no Brasil, ou seja, um 1.5 litro que entrega 116 cv de potência.

Por lá, a versão de entrada será oferecida por 197 mil pesos mexicanos, o que equivale a cerca de R$ 25.800. No Brasil, o City LX com câmbio manual (versão de entrada) que não conta com freios ABS, tem preço sugerido de R$ 56.210.

Mesmo lembrando que Brasil e México possuem um acordo comercial que isenta a cobrança de impostos de importação, fica a pergunta: Como é possível um carro fabricado no Brasil ser vendido, com lucro, por menos da metade do preço em outro país?

Toyota volta a planejar construção de planta no Brasil

Fábrica teria capacidade produtiva de 100 mil veículos anuais.
A montadora japonesa
Toyota voltou a analisar o plano de abrir uma segunda fábrica no Brasil, na região de Sorocaba, interior de São Paulo.
Segundo informações da agência Efe, o projeto ficou congelado em 2008 por conta da crise financeira, mas fontes da companhia disseram que estão estudando novamente o plano.


Para abrir a planta, a Toyota precisaria de um investimento de US$ 600 a US$ 700 milhões e os executivos estão considerando qual seria o melhor momento para construir a fábrica.
De acordo com cálculos já realizados em 2008, a planta empregaria diretamente 2.500 funcionários e cerca de 11.000 trabalhadores indiretos.


Para abrir a planta, a Toyota precisaria de um investimento de US$ 600 a US$ 700 milhões e os executivos estão considerando qual seria o melhor momento para construir a fábrica.
De acordo com cálculos já realizados em 2008, a planta empregaria diretamente 2.500 funcionários e cerca de 11.000 trabalhadores indiretos.
A segunda fábrica no Brasil teria capacidade produtiva de 100 mil carros de pequeno porte por ano, todos destinados ao país, e a planta poderia ser inaugurada no próximo ano.

"Milagre" nos preços dos coreanos

Eles vêm do outro lado do mundo e são taxados em até 35% antes mesmo de chegar ao Brasil. Frete e Imposto de Importação são dois custos que, somados, roubam a competitividade de todo importado à venda no país. De todo? Bem, retire dessa lista os coreanos. Veja os valores cobrados por Hyundai e Kia e compare com os valores de seus rivais nacionais, ou mesmo dos argentinos e mexicanos, isentos de imposto. A diferença é mínima, e em muitos casos a favor dos coreanos. Quando a esmola é demais o santo desconfia, inclusive vários rivais que enxergam “compra de mercado” na ação. Qual é o milagre? Com frete e imposto extra, como se explicam preços tão atraentes?


A resposta não vem no singular. “São vários fatores que produzem esse fenômeno”, afirma Ayrton Fontes, consultor de varejo da MSantos. O primeiro está na moeda local, o won, que de acordo com o índice da revista britânica The Economist está 32% desvalorizado em relação ao dólar. A equação prossegue. Segundo Fontes, pesquisas de agências internacionais apontam que as fabricantes coreanas têm margem de lucro reduzida, superior apenas à das chinesas. “Evidentemente que é menor”, diz Ary Jorge Ribeiro, diretor de vendas da Kia do Brasil, sobre a margem de lucro. Ribeiro, porém, não revela o porcentual. “São margens mais justas, eu diria, e necessárias para a entrada em novos mercados”, explica. Sobre a lucratividade das concessionárias, Ribeiro afirma que elas “trabalham com índices iguais aos da concorrência”.
“Ninguém perde dinheiro, isso é fato”, diz Paulo Roberto Garbossa, consultor automotivo da ADK. “Esse negócio de compra de mercado é muito relativo. O dumping é proibido e caso estivesse acontecendo as autoridades brasileiras já teriam autuado”, diz. Fontes concorda que não há dumping, mas afirma que há ajuda legal do governo coreano. “O governo de lá incentiva a exportação de veículos com renúncia fiscal e com linhas de crédito a juros menores.” Alexandre Cruz, da LM Consultoria, exemplifica: “Um carro que custa US$ 20 mil na Coreia é exportado por US$ 16 mil ou US$ 17 mil com essa ajuda estatal”. Ary Jorge Ribeiro, da Kia, recorda ainda outro fator: o volume de importação. “Hoje o Brasil está entre os três maiores importadores da Kia, com 25 mil unidades ano, ou seja, com essa soma garantimos mais poder na hora de negociar com a matriz.”


Centralizar produção e globalizar veículos é outro ingrediente da receita coreana de preço baixo. “O Soul, por exemplo, é feito em apenas uma fábrica na Coreia e exportado para os cinco continentes”, explica Ribeiro. “Assim temos escala e redução de custos.” Garbossa destaca que por não contar com estrutura grande como as fabricantes locais, as coreanas não têm os mesmos custos de pessoal, fábrica, logística e estocagem. “Nesse caso, ser pequeno é uma vantagem. E essa vantagem está sendo repassada ao consumidor.”