
Recall dos hondas Fit e City

Honda City 2011 chega sem mudanças
A Honda anunciou em agosto 2010, o lançamento da linha 2011 do City às suas concessionárias.

O sedã, que foi lançado no mercado nacional em 2009, não passou por mudanças estéticas nem mecânicas. Como já acontecia anteriormente, o City terá três versões: a básica LX sai por 57.420 reais com câmbio manual de cinco marchas, valor que sobe para 61.300 reais com a transmissão automática. A intermediária EX custa entre 62.975 reais (manual) e 66.855 reais (automática), enquanto que a topo-de-linha EXL terá valores que variam entre 66.780 reais (manual) e 72.625 reais (automática).
Todas as versões são equipadas com o motor 1.5 i-VTEC flex, que gera 116 cv com álcool e 115 cv se abastecido com gasolina, ambos a 6.000 rpm. O City vem bem equipado desde a versão mais barata, com ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, rodas de liga leve, rádio CD Player e airbag duplo frontal.
Honda City, Video
Honda Odyssey 2011- protótipo será apresentado
A Honda confirmou que irá lançar, o protótipo da quarta geração do Odyssey. Em seu curto comunicado a imprensa, a montadora japonesa informou que a minivan irá ganhar novos equipamentos de segurança e entretenimento, porém não divulgou uma data exata de quando será lançado a Honda Odyssey 2011.

A maioria das familías americanas preferem os SUV´s e Crossovers e o segmento de minivan a muito tempo não é um dos maiores dos EUA, na lista dos 10 mais vendidos não há nenhuma minivan. Mesmo assim este tipo de modelo ainda conta com um clientela bastante fiel.

A expectativa é de que o lançamento da nova Odyssey aconteça ainda em 2010, provavelmente no Salão de Nova York (abril) ou no de Los Angeles em (novembro).
Atualmente a Odyssey é vendido apenas no dois principais mercados da Honda, Estados Unidos e Japão.Honda apresenta versão Modulo do híbrido CR-Z no Japão


Nova Volkswagen SpaceFox enfrenta Honda Fit
Com visual mais elegante, perua ganha melhor acabamento e versão automatizada para combater o monovolume da marca japonesa

Quem compra um carro familiar compacto está mais em busca de novidade do que de espaço propriamente dito. Pelo menos é o que revelam as vendas do setor, que responde por cerca de 9% do mercado nacional. Se uma perua é lançada, a venda de peruas avança sobre a dos monovolumes. Quando um novo monovolume chega, as peruas recuam. Ou seja, o consumidor não liga muito se está levando para casa uma perua ou um monovolume, desde que seja lançamento.
Seguindo esse raciocínio, é hora das peruas: a SpaceFox acaba de receber as mudanças do novo Fox. “Agora temos acabamento caprichado e versão automática, coisas que devíamos ao rival”, diz Fabrício Biondo, gerente de marketing da VW, referindo-se ao Fit. O que Biondo não disse foi que agora a perua da VW também tem (quase) o preço do Honda, ao menos nas versões comparadas aqui. A SpaceFox Sportline I-Motion custa R$ 57.500 mil. O Fit LX A/T sai por R$ 58.905.

Assustado com o valor da SpaceFox? O lado bom é que ar, direção e trio elétrico estão presentes desde a versão básica (câmbio manual), que parte de R$ 48.790 mil. A Sportline I-Motion acrescenta sensores de chuva e iluminação, computador de bordo, rodas de liga, duplo airbag e ABS, tudo de série. Menos equipado (cadê os freios ABS, Honda?), o Fit tem como vantagem a garantia de três anos, contra um da Volkswagen.
Estaciono a Space ao lado do Fit e o fotógrafo Fabio Aro emenda: “Ficou parecendo uma Jetta Variant em escala reduzida”. Sinal de que a intenção da VW (elevar o patamar da perua) deu resultado. A frente é a mesma do novo Fox, com a diferença de que a Space tem frisos cromados na grade e na tomada de ar abaixo da placa. Atrás, as lanternas ficaram mais caretas, mas a grande novidade aparece quando a noite cai: acesas, as luzes têm belo efeito visual. E não dá para negar que a SpaceFox ganhou em elegância, com aspecto mais formal.
Mas o que realmente mostra a nova postura da Space é o interior. Se noFox antigo aquela “capelinha” que concentrava os instrumentos ficava minúscula, imagine na perua, com a cabine ainda mais ampla? Pois bem, o que era motivo de rejeição agora se tornou argumento de venda. O novo painel é bonito, de ótima visualização, bem construído e com materiais que agradam aos olhos e ao tato. Ficou melhor, mas não desbanca o Fit. Com instrumentos envoltos por “copinhos” no painel e boa distribuição dos comandos, ele é ainda mais bacana.

Fora isso, o motorista do Honda viaja melhor. Os bancos são mais confortáveis e permitem uma posição mais baixa (na Space vai de alta a muito alta). Além disso, o amplo para-brisa e as janelinhas laterais proporcionam visibilidade excelente. A Space carrega um problema de projeto: as largas colunas dianteiras, que prejudicam a visão. E ainda não foi dessa vez que a VW mudou a alavanca de ajuste da altura do banco. Como ela fica quase na altura do assento, é praticamente impossível entrar ou sair do carro sem esbarrá-la, desregulando o banco.
Os volantes parecem de categoria superior – e são. O do Fit lembra muito o do Civic. Já a Space pode receber (como opcional) a mesma peça do Passat CC, com direito a borboletas para trocas de marcha (também pagas à parte). E isso já antecipa outra novidade do carro da VW, o câmbio automatizado ASG da versão I-Motion. Mas, antes de andar, vamos para o banco de trás.

Espaço é o que não falta em nenhum dos dois, mas a porta traseira do Fit permite melhor acesso à cabine. O Honda ainda tem como virtude o túnel central mais baixo, que melhora a vida do ocupante do meio – ele também tem direito ao cinto de três pontos, item indisponível no VW. Outra sacada é o tanque de combustível sob os bancos dianteiros, que livra espaço sob o banco de trás e ainda permite rebater os assentos para cima (para levar objetos altos). A SpaceFox traz mesinhas tipo avião nessa versão Sportline, além do banco traseiro corrediço em todas as versões. Com esse recurso, a perua permite ampliar o já bom porta-malas (que varia de 430 a 527 litros), enquanto o do Fit não passa de 345 litros (aferidos).
O monovolume, porém, dá show nos porta-objetos: há um ótimo à frente do câmbio, com diversas divisórias, e os porta-copos ficam nas saídas do ar-condicionado, para manter as bebidas geladas. A perua também não deixa a desejar, com porta-garrafa nas portas e uma gavetinha sob o banco do motorista (que, de certa forma, compensa o pequeno porta-luvas).

A Space arranca fritando os pneus na prova de aceleração, coisa que o câmbio ASG permite fazer. Como efeito, o 0 a 100 km/h é quase igual ao da versão com pedal de embreagem (12,8 s contra 12,5 s). O que o ASG não iguala são as trocas suaves do câmbio automático do Fit, ainda que seja o melhor dos automatizados no quesito trancos. Exclusiva do carro da VW é a opção de trocas manuais no volante, o que dá um tempero à condução. Resumindo, a caixa automatizada pode conquistar quem veio de um manual. Mas quem já teve um automático vai preferir o carro da Honda.
Aliás, o Fit LX 1.3 16V (que a Honda chama de 1.4) surpreendeu pelo desempenho muito próximo ao do EXL 1.5 16V. Ao lado da Space, que adotou o motor 1.6 VHT em 2009, a diferença nas acelerações e retomadas foram pequenas em favor do VW – embora não a ponto de compensar o que o câmbio automatizado perde em conforto. Ambas as transmissões têm cinco marchas, mas a relação mais longa do Fit o deixa mais solto na estrada: a 120 km/h, o conta-giros aponta 2.500 rpm, contra 3.100 rpm da Space.
Em tese, isso beneficia o consumo rodoviário, que ficou em 10,9 km/l no Fit com etanol. Como o teste da Space foi feito em pista fechada, ficamos devendo esse número. A VW diz que o Cx mais baixo do novo design (0,336, ou 6% melhor) favoreceu a economia. De qualquer forma, o consumo na estrada não deve ser muito diferente dos 9,7 km/l que registramos com o Fox 1.6.
Na suspensão, a Space estreia um novo acerto de amortecedores, que deixou o relevo do piso menos perceptível. Ao lado do “durinho” Fit, a perua passa mais suave sobre pisos ruins sem perder o bom comportamento nas curvas. Também muito equilibrado apesar dos pneus finos, o Honda agrada pela direção elétrica leve na cidade e firme em altas velocidades.
Fim do teste. Enquanto a SpaceFox sobe no caminhão para voltar à VW (ainda era segredo), o Fit ruma para a redação com a vitória do comparativo, mas sem respirar aliviado. Afinal, o rival ficou mais forte do que nunca, e ainda tem o apelo do fator novidade.
Honda Fit, Cronologia
Honda aposta no conceito da minivan Odissey



Honda apresenta versão Modulo do híbrido CR-Z no Japão
No Japão, a Honda vai começar a comercializar uma outra opção esportiva do cupê híbrido CR-Z, batizada de Modulo. Essa opção é uma alternativa mais branda ao pacote oferecido pela Mugen e que você já conheceu.

O CR-Z Modulo tem dois tipos de acabamento, chamados de A e B, além de oferecer um visual mais esportivo, contando com novos pára-choques, spoilers, rodas exclusivas , saias laterais, retrovisores cromados, defletor de ar traseiro e detalhes em alumínio.

O Modulo ainda oferece suspensão esportiva, bancos Recaro, sete opções de cores, duas opções de visual interior, além de transmissão manual ou automática CVT. O motor é sempre o mesmo 1.5 IMA com 122 cv.

Honda mostra conceito do City para a China

Nenhum detalhe do automóvel foi divulgado pela Honda chinesa, que tem parceria com a local Guangqi. Mas espera-se que o modelo seja uma versão mais luxuosa, o que é comprovado pelos diversos acessórios cromados espalhados por toda a carroceria. Destaque para os faróis dianteiros, com lente dupla

Honda revela linha 2011 do Accord

Por fora, as versões cupê e sedã receberam novos para-choques, grade e rodas. No sedan, a tampa do porta-malas agora conta com refletores.

Já no interior, o cupê EX-L V6 tem troca de marchas com borboletas no volante e bancos elétricos. As versões EX e EX-L têm novo sistema de som e câmera de ré.
Além disso, as versões do Accord ganharam melhorias de ergonomia no interior, com botões mais usados ao alcance das mãos, além de novo painel de instrumentos e tecido dos bancos.

Os motores continuam os mesmos. Há opção de quatro cilindros, 2.4 litros de 177 cv e V6 3.5 litros, que gera 271 cv de potência.
A montadora afirmou que as novidades aerodinâmicas e a relação das marchas devem melhorar a economia de combustível. De acordo com a Honda, o Accord sedan de quatro cilindros e transmissão automática faz 9,66 km/l na cidade e 14,28 km/l na estrada, com gasolina.
Honda Civic, MOLE NA QUEDA
DONOS DE CIVIC RECLAMAM DA BAIXA DURABILIDADE DOS AMORTECEDORES, QUE ÀS VEZES SÃO TROCADOS ANTES DOS 20.000 KM
Poucas peças têm a vida útil tão difícil de estimar como os amortecedores, cuja durabilidade varia em função do modelo, do estilo de direção, do peso transportado e das condições do piso. No entanto, nossos carros de Longa Duração quase sempre chegam ao fim dos 60 000 km sem ter os amortecedores trocados. Por isso, compreende-se por que donos da atual geração do Civic têm reclamado da durabilidade dos amortecedores, que em alguns casos perdem a ação antes dos 20 000 km.
“Aos 2 000 km, percebi que estava com problemas de estabilidade. Havia uma batida seca na traseira”, diz o analista de sistemas Daniel Quendi Oka, de São Paulo (SP), dono de um Civic LXS 2008. “Decidiram substituir o amortecedor traseiro esquerdo em garantia. Mas demorou duas semanas para a peça chegar.”
O problema é quando a revenda resolve economizar tempo e peças, conforme lembra o empresário Douglas Simões Parreiras da Silva, de Volta Redonda (RJ). “O primeiro amortecedor a dar problema foi o traseiro esquerdo, que estourou com 18 000 km. Aos 20 000 km trocaram só o defeituoso e não o par, mesmo eu lembrando que a marca recomenda substituir os dois”, diz o dono de um Honda LXS 2008. “Após mais 4 000 km, descobri outro amortecedor estourado, exatamente o que deixaram de trocar.”

O pior é quando o prejuízo fica na mão do proprietário, como no caso da engenheira Rita de Cássia Corrêa, de Santos (SP), dona de um Civic LXS 2007. “Ao fazer o rodízio dos pneus, o atendente me mostrou os amortecedores estourados, aos 28000 km. Fui à concessionária e disseram que a garantia não cobriria. Depois de rodar 20000 km, os dois amortecedores apresentaram defeito de novo”, afirma Rita.
Consultamos ainda cinco chefes de oficina de autorizadas de Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, e todos confirmaram que atenderam casos como esses. Um deles até explicou a causa do problema. “São comuns situações em que a peça não dura nem 20 000 km. Como a haste que trabalha dentro do amortecedor, envolta em óleo, chega ao batente superior a todo momento, pois trabalha mais nas ruas brasileiras, ela é forçada constantemente e acaba empenando e vazando óleo. A própria Honda nos disse que não há outra alternativa a não ser aguardar um novo projeto de suspensão”, diz o chefe de uma oficina Honda em São Paulo.
O POVO RECLAMA
“Desde os 8 000 km eu ouvia a batida seca da suspensão. Aos 10 000 km, vi que um amortecedor estava vazando.”
Jurandi Racilan Souto, empresário, Contagem (MG)
“Mesmo rodando quase sempre em uma rodovia bem pavimentada, aos 40 000 km soube que dois amortecedores estavam vazando.”
Marcelo Sambuichi, estudante, Arujá (SP)
Accord: mais equipado e mesmo preço
O SEDÃ FICOU MAIS EQUIPADO SEM PRECISAR MEXER NO PREÇO

À primeira vista, parece que a Honda resolveu a pobreza de equipamentos do Accord básico ao aposentar a versão LX 2.0 em favor desta EX 2.0, que manteve o preço de 99 800 reais e trouxe mais itens de série. Os bancos agora são forrados de couro (assim como volante e portas) e têm regulagem elétrica, o ar-condicionado é de duas zonas e o som recebeu um upgrade, com um CD player de seis discos com MP3 e entrada auxiliar.

Ainda é pouco para quem pretende resistir à investida de Azera e companhia. Sem dúvida o Accord tem qualidades que ofuscam o brilho dos rivais: oferece o maior espaço da turma, sua qualidade de construção é reconhecida nos EUA e suas linhas abrem vagas na porta do restaurante.

O problema, de fato, não é ele, são seus pares, que oferecem mais por menos. Não é páreo em equipamentos, preço e desempenho para o V6 3.3 de 245 cv do Azera (de 90 000 reais), o 2.5 de 173 cv do Fusion (80 920 reais) ou o 2.5 de 170 cv do Jetta (79 900 reais). Seu 2.0 16 V de 156 cv até que dá conta no trânsito urbano. A direção direta (lembra a do Civic), a suspensão mais para firme que para macia e o câmbio de automático de cinco marchas ajudam a deixar o Accord mais ágil, mas em subidas ele logo reclama dos seus 1 489 kg. Seu motor reina mesmo é no silêncio e no consumo – esse 2.0 fez 9,5 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada, no teste da edição de junho de 2008.

Além de ainda pecar nos itens de série (faltam-lhe airbags laterais ou de cortina, farol de neblina e teto solar), suas vendas não são animadoras. Foram 1 129 unidades (incluindo a versão V6) em 2009, contra 9 824 do Fusion, 7 621 do Azera e 4 711 do Jetta.
Novo Honda Pilot Concept moderniza SUV japonês


O novo Honda Pilot será baseado em uma plataforma Crossover, de modo a combinar as vantagens de um carro de passeio com um design e as mais atuais características e benefícios de um SUV.
Os motores deverão ser de seis cilindros já incorporando a tecnologia VCM, (Variable Cylinder Management, ou gerenciamento variável de cilindros), que desativa alguns dos seis cilindros do motor quando o carro não precisa deles, ou seja, quando o motor pode se dar ao luxo de descansar um pouquinho, normalmente no plano ou em descidas. Com este sistema, o novo sedan consegue reduzir consideravelmente o consumo de combustível.
No interior, os bancos da segunda fila deslizam à frente, aumentando e auxiliando o acesso aos bancos da terceira fila. Tanto na segunda quanto na terceira fileira, é possível dobrar os bancos totalmente criando uma área de carga ainda maior.
O carro também traz os demais recursos de um carro de passeio como um avançado sistema de ar-condicionado, sistema de navegação GPS e sistema de som.
Honda Element
Honda Element SC tem visual diferenciado
Nos EUA o Element é o segundo veículo da Honda mais vendido, perde apenas para o Civic, atual líder de vendas país. Lançado em 2003, o carro é baseado no conceito Model X, apresentado no Salão de Detroit de 2001.
EUA: Instituto faz teste de capotagem com SUVs compactos
O órgão responsável pela segurança nas estradas dos Estados Unidos (IIHS) divulgou, os resultados de um inédito teste de resistência do teto. Todos os carros testados são submetidos a uma pressão de até quatro vezes equivalente ao seu peso, o que o qualifica no critério “bom”.

TOYOTA COROLLA XEI X HONDA CIVIC LXL
REFORÇADO EM CONFORTO, EQUIPAMENTOS E ECONOMIA, O CIVIC 2010 ENCARA O COROLLA, LÍDER DO MERCADO
Em janeiro e fevereiro, deu Honda Civic. Em março e abril, Toyota Corolla. O Civic deu o troco em maio e junho, mas em julho o Corolla assumiu a liderança do mercado de sedãs médios e não largou mais, fechando 2009 com 54 599 carros emplacados, ante 50 200 do Civic – uma vantagem de 4 399 unidades. O Corolla também passou à frente do Civic, pela primeira vez, em nossa pesquisa de satisfação do proprietário, Os Eleitos. Sucesso de público e crítica desde que foi lançado, em 2006, o Civic precisava mudar. E ele mudou bastante na linha 2010. Mas será que mudou o suficiente? Para responder, só mesmo um confronto com o Corolla XEi para medir forças.

O novo Civic está mais econômico, confortável e equipado. Economia e conforto vieram com a troca da direção hidráulica pelo sistema de assistência elétrica, emprestada dos irmãos Fit e City. (Não é a direção elétrica do Civic Si, que é mais sofisticada e que trabalha em conjunto com os controles de tração e estabilidade.) Com o carro parado, mal se vê diferença. No cofre do motor, sumiu um reservatório de tampa verde, perto da caixa da roda direita. Assim que ligar o motor, repare na luz amarela de advertência que traz o desenho de um volante ao lado de uma exclamação. O jeito mais fácil de perceber a novidade é dirigir o carro. O Civic ficou muito mais leve no trânsito da cidade, a ponto de o volante do modelo antigo parecer emperrado. Ficou fácil de manobrar como o Corolla, que ganhou direção elétrica na nova geração, em 2008.

Motor relaxado
Com a direção elétrica, o motorista do Civic passou a fazer menos força, mas quem aproveitou para relaxar de verdade foi o motor. Livre do esforço de movimentar uma bomba de assistência hidráulica (e agora com um sistema de ar-condicionado de menor inércia), o motor passou a funcionar mais liso. A maior diferença é na hora de sair de casa, pela manhã, ao manobrar o carro ainda frio. A Honda aproveitou para baixar a rotação em marcha-lenta em 200 giros (agora varia entre 650 e 700 rpm) e reprogramou o câmbio automático para antecipar as trocas. De giro baixo, o motor ficou mais econômico. Em nosso teste de consumo urbano, o Civic 2010 conseguiu 8,5 km/l. É bem melhor que o Civic antigo (7,4 km/l), mas ainda fica atrás do Corolla (9,7 km/l).
E o Civic 2010 traz uma nova versão, a LXL,
para ocupar a grande distância de preço e equipamentos que existia entre as versões EXS e LXS. Faz isso da melhor maneira, com recheio próximo da versão mais cara e valor de tabela cerca de 2 000 reais acima da mais barata. A nova versão é mais vantajosa, e isso se reflete na previsão de vendas da Honda. A participação do LXS na linha de montagem do Civic caiu de 95% para apenas 20% – 75% são LXL.
Do EXS (de 85 610 reais), o LXL pegou o volante prateado com comando de rádio, piloto automático e borboletas de troca de marcha. A tampa do porta-malas tem abertura por controle remoto e forração, o rádio tem tweeters e os retrovisores externos têm piscas. O LXL copiou muita coisa do EXS, mas se esqueceu do básico: computador de bordo e vidros elétricos tipo um-toque para todos os passageiros.
O LXL melhora a relação custo-benefício do Civic, mas o Corolla XEi é mais recheado. Dessa dupla, só o carro da Toyota tem airbags laterais, ar-condicionado digital, retrovisores com rebatimento elétrico, vidros elétricos um-toque, computador de bordo, luzes de neblina e acendimento automático de faróis. Os itens exclusivos do Civic são bem menos importantes: tweeters, saída auxiliar de áudio e borboletas de troca de marcha. Se quiser trocar as marchas por conta própria, o dono do Corolla automático terá de correr a alavanca por um trilho sinuoso, solução dos Mercedes dos anos 80. Os dois não têm entrada USB e viva-voz por sistema Bluetooth, o que é uma pena.
Em vez de gastar dinheiro com equipamentos, a Honda investiu em refinamento. O Civic tem câmbio automático de cinco marchas, suspensão traseira independente e ergonomia digna de BMW. É um projeto inspiradíssimo que, quatro anos após o lançamento, não foi igualado no Brasil. Dirigir o Civic continua sendo uma experiência inspiradora e envolvente. O Corolla, ao contrário, agrada pela discrição. Seu mérito é isolar os passageiros do mundo externo, deixando a viagem mais tranquila. Há mais espaço no porta-malas e o motorista dirige em posição mais alta, melhor para apreciar a paisagem.
Se você dirigiu os dois carros e ainda está em dúvida, leve o Corolla. É a escolha racional. É mais equipado, mais recente e mais espaçoso. Porém, se você andar no Civic e ficar apaixonado, a gente vai entender perfeitamente.
COROLLA
DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Direção elétrica bem leve na cidade e firme na estrada. A suspensão é ótima em filtrar as rugas do asfalto.
★★★★
MOTOR E CÂMBIO
O motor é muito bem afinado, a ponto de compensar a caixa de câmbio tradicional e obter números de desempenho iguais aos do Civic, com consumo melhor.
★★★★
CARROCERIA
Mesmo com os reforços estruturais necessários para eliminar o túnel central da carroceria, o Corolla continua sendo um carro leve.
★★★★
VIDA A BORDO
Faltam ao rádio viva-voz Bluetooth e entradas auxiliares. O Corolla roda macio e em silêncio.
★★★★
SEGURANÇA
Airbag lateral é item de série, além dos habituais ABS, EBD e airbag duplo.
★★★★
SEU BOLSO
É líder de vendas, bem equipado e campeão em satisfação do consumidor.
★★★★
CIVIC
DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A assistência elétrica deu leveza ao volante, no uso urbano, mantendo a habitual firmeza em alta velocidade – importante numa direção de reações tão rápidas. Suspensão e freios são os mais bem afinados do mercado.
★★★★
MOTOR E CÂMBIO
Liberado da tarefa de alimentar a bomba de direção hidráulica, o motor ficou mais uniforme – sobretudo nas manhãs frias, com álcool. O consumo melhorou, mas ainda fica atrás do Corolla – que, no papel, tem conjunto inferior.
★★★★
CARROCERIA
Vai ser difícil a próxima geração (que não tarda a chegar) conseguir igual combinação de arrojo e aceitação do público. Mas será fácil ter um porta-malas maior.
★★★★
VIDA A BORDO
O futurismo da cabine não é estilismo gratuito: o Civic traz soluções (como o freio de mão em forma de “Z” ou o painel de dois andares, com velocímetro no campo de visão do motorista) que facilitam o uso.
★★★★
SEGURANÇA
Não tem o airbag lateral presente no Corolla XEi, mas é um carro mais fácil de controlar.
★★★★
SEU BOLSO
A versão LXL é uma injeção de custo-benefício num carro que ainda é muito competitivo, mas já viveu seu auge no mercado.
★★★★
VEREDICTO
O novo Civic evolui em conforto, equipamentos e economia de combustível – ou seja, traz para si as qualidades que hoje fazem o sucesso do Corolla. Mas não mudou a ponto de redefinir os papéis: Civic é para quem gosta de dirigir e Corolla, para quem prioriza conforto e segurança. São os melhores sedãs do mercado em emoção e razão.

















































