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Os dez carros mais marcantes da década

Talvez os últimos dez anos tenham sido a década mais louca da indústria automotiva. Entre a proliferação de supermáquinas e a busca frenética pela redução de poluentes, tivemos a ressurreição dos muscle cars e um carro impossivelmente barato. Algumas marcas morreram, algumas quase e outras saem fortalecidas. No último dia da década listamos os carros mais marcantes dos últimos dez anos escolhidos por vocês.

Nissan GT-R

Sugerido por MPeters, HaroldoDelorean, Fernando e ford

Por que foi marcante? O GT-R é o sucessor da nobre linhagem de supermáquinas da Nissan criado depois que a marca inutilizou o Skyline quando o transformou em um sedã careta para mamães. Agressivo, com um V6 biturbo sob o capô gerando 485 cv e aceleração de zero a 100 km/h em 3,3 segundos, o GT-R custa metade do preço de seus concorrentes e supera quase todos, principalmente se você levá-lo ao uma certa pista alemã. Com sensores e controles eletrônicos facilitando a pilotagem e até um display de controle programado pelos criadores de Gran Turismo, ele parece ter estabelecido o padrão dos esportivos de rua da próxima década.

Crédito da foto: Flickr/brian_digital

Tata Nano

Sugerido por lbsilveira

Por que foi marcante? Ratan Tata anunciou que faria um carro de 2500 dólares para motorizar as classes baixas do mundo em desenvolvimento. Uma popularização de alto impacto do automóvel. Em março de 2009 o Nano chegou às lojas custando 2.200 dólares (ou 100.000 rúpias) e seu comportamento dinâmico recebeu elogios até mesmo dos chatos jornalistas ingleses. O Nano pode ser considerado um triunfo da engenharia indiana, reinventando o automóvel de baixo custo para o século XXI – mas uma série de incêndios arranhou a reputação.

Tesla Roadster

Sugerido por luiz, Eduardo Wocklkzckziekzxiz Wojcikiewicz

Por que foi marcante? Em vez de usar um motor elétrico para fazer um urbanóide entediante ou um carro esquisitão para celebridades exibirem seu ativismo politicamente correto, a Tesla pegou um chassi Lotus e aproveitou o estupendo torque linear dos motores elétricos para fazer um esportivo que deixa qualquer viciado em gasolina babando de vontade de dirigir. São 250 cv e 27 kgfm instantâneos que levam o Roadster de zero a 100 km/h em 3,9 segundos e mostram que o futuro elétrico talvez não seja tão monótono quanto imaginamos hoje.

Bugatti Veyron

Sugerido por Gustavo, lucio, Cesao, ManfredKraus e outros

Por que foi marcante? Ame ou odeie, o Veyron foi o carro que mostrou ao mundo que é possível rodar a 400 km/h com o mesmo conforto de uma sala de estar e sem precisar de um curso de pilotagem. E daí que ele precisa de 10 radiadores, que seus pneus se desintegram em 15 minutos e que seu tanque seca em 12 minutos? Se você é capaz de dirigir um carro, também será capaz de levar o Veyron ao seu limite.

Lamborghini Gallardo

Sugerido por Gustavo e @lbsilveira

Por que foi marcante? Se a década foi dos supercarros, o destaque numérico vai para os Lamborghinis. Sob comando dos alemães a Lamborghini lançou três modelos memoráveis e vendeu como nunca em sua história. O Gallardo é o mais modesto do trio formado com o Reventón e o Murciélago. Atingiu a marca das 10.000 unidades produzidas e tornou-se o Lamborghini mais bem-sucedido de todos os tempos.

Crédito da foto: Flickr/angel_alvarez

Honda Civic

Sugerido por Vaaalney, natan, @Esgalha e Marcio

Por que foi marcante? No final da década de 90 Honda e Toyota instalaram suas fábricas no país e começaram a conquistar os clientes que temiam a falta de peças de reposição. Mais que isso, puseram em prática um hábito que caiu em desuso nas outras grandes: fabricar produtos sintonizados com o que havia lá fora. O lançamento do New Civic em 2007 trouxe um carro com toques futuristas, voltado à condução, e que ajudou a consolidar a importância dos sedãs médios como segmento-chave no mercado.

Ford Mustang

Sugerido por Geraldão, Adalberto e Rah990

Por que foi marcante? A onda dos carros retrô começou ainda na década passada com o New Beetle e PT Cruiser, mas o lançamento da atual geração do Mustang em 2005 trouxe de volta o visual saudosista dos anos 60 aliado à potência moderna, e garantiu uma nova geração de fãs (e donos) de muscle cars. Seguidores de sucesso como o Dodge Challenger e o Chevrolet Camaro devem bastante a ele.

Crédito da foto: Flickr/florianmarquart

Pagani Zonda

Sugerido por Filipe, juniorlbj, @HkAbrahao, Maaanfro, Blackwind, Mullholand, Ricardo, @gui_aleixo85 e Claudio Costa

Por que foi marcante? Criado pelo argentino Horacio Pagani em homenagem a Juan Manuel Fangio, o Zonda usa enormes V12 Mercedes AMG na traseira, uma polêmica (mas sedutora) carroceria de fibra de carbono estilizada e construída por italianos, e uma união poderosa entre performance e exclusividade. Foi um dos supercarros mais admirados de toda a década, desde seu lançamento em 2000 até a obtenção do tempo recorde de 6:47,5 min em Nürburgring na metade deste ano. E sua magia está nos detalhes que deciframos em dois posts, aqui e aqui.

Crédito da foto: Flickr/furlined

Ferrari Enzo

Sugerido por Kayo, PedroCarvalh, Paulo Sabra e pedraoctba

Por que foi marcante? A Enzo é a sucessora da linhagem de hipercarros de Maranello iniciada em 1988 com a F40. Na década passada o cargo foi ocupado pela rara e injustiçada F50, que por sua vez passou a faixa à Enzo. Como flagship da marca, a Enzo carrega o máximo da tecnologia empregada nos carros usados por Schumacher e Barrichello. E como sua antecessora, seu visual gera críticas e paixão. Com um V12 de seis litros e 650 cv, foi o projeto ferrarista mais ambicioso – e caro – da década.

Crédito da foto: Flickr/gfreeman23

Porsche Carrera GT

Tata Nano deve chegar ao Brasil em 2011 custando R$9.000

A Tata Motors deve chegar ao Brasil, depois de muita expectativa, no ano que vem. Sua chegada ao mercado nacional trará ao o carro mais barato do mundo, o Nano.

Segundo a Tata, o Nano não chegará ao país com preço praticado na Índia, mas deverá custar em torno de US$5.000, o que equivale a cerca de R$9.000.

Esse preço será quase 2,5 vezes menor que o sugerido para o Fiat Mille Economy, o atual carro mais barato do país. A chegada do Nano por R$9.000, mesmo que seja o preço de custo, causará um grande impacto no mercado nacional.

A Tata ainda informou que a versão vendida no Brasil terá estrutura e sistemas reforçados para atender as exigências de segurança e emissões estabelecidas pelo país.

Um carro que apresenta um valor tão baixo terá uma grande procura? Será uma ameaça aos modelos de entrada do mercado? E o principal: Terá qualidade e assistência à altura de sua fama internacional?


Tata Motors lança hatch Indica Vista

De olho no mercado europeu, modelo ganha acabamento melhorado

A Tata Motors, gigante indiana que ganhou notoriedade pelo lançamento do Nano, o carro mais barato do mundo (US$ 2 500, cerca de R$ 4 000), acaba de renovar um dos modelos de sua linha, o Indica, que passa a se chamar Indica Vista. O hatch ganhou novos design, acabamento e motorização e começa a ser vendido na Índia.

Os traços agora estão mais modernos e esguios e nota-se uma preocupação maior com os detalhes, sobretudo com o interior. Os materiais que revestem o painel, o estofamento dos bancos e o desenho do console central passam uma impressão de maior qualidade.

A ergonomia também foi melhorada, com a passagem dos comandos dos vidros elétricos para as portas, em vez de ficarem entre os bancos. Outros destaques em termos de conforto são a regulagem de altura do banco do motorista e o ajuste de altura e profundidade do volante.

Os novos motores disponíveis são o 1.2 l MPFI a gasolina (65 cv) e o 1.3 l Quadrijet commom rail a diesel (75 cv), ambos construídos em parceria com a Fiat. O antigo propulsor 1.4 l TDi continua disponível com 71 cv de potência. A versão 1.2 l custará 349 000 rúpias (R$ 8 800), a 1.3 l 488 000 rúpias (R$12 200) e a 1.4 l 409 000 rúpias (R$ 15 900).

Com equipamentos indispensáveis para o mercado europeu, como ABS e airbags.

Tata pode fazer Nano híbrido, diz jornal


A Tata Motors pretende lançar uma versão híbrida do Nano, que ostenta o título de carro mais barato do mundo produzido em série.


Segundo informações do periódico Maeil Business Newspaper, o CEO da empresa, Ratan Tata, teria afirmado que o futuro da indústria automotiva está nos modelos “ecológicos” e que o monovolume também deve ter sua configuração híbrida.

No entanto, Tata não quis antecipar detalhes sobre o possível projeto e nem uma eventual data de lançamento do modelo.

Além disso, o conglomerado indiano estaria estudando a realização de investimentos em novidades ainda inexploradas pela Tata no mercado automotivo. Uma delas seria a tecnologia biocombustível, muito popular em países como o Brasil.