
Suzuki confirma fábrica no Brasil

Suzuki volta primeiro com carros; depois, pode ter fábrica

A fabricante japonesa, que continuou suas operações com motocicletas no Brasil, conquistou fãs e virou referência em utilitários esportivos 4x4, principalmente graças ao Vitara e seu substituto, o Grand Vitara. E é com base nessa boa reputação "off-road" que a marca vai voltar ao mercado nacional, provavelmente no segundo semestre.


| OS MODELOS | |||||||
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São específicos para fabricação de modelos como o jipinho Jimny, que fez rápida presença no mercado brasileiro no início da década, e até mesmo do Grand Vitara antigo.
Vitara ou Tracker
O que poderia provocar um problema mercadológico com a General Motors. É que a marca norte-americana tem uma parceria com a Suzuki na Argentina. Pelo acordo operacional, a planta da GM em Rosário monta o Grand Vitara e o manda para o Brasil com o nome de Tracker e com a gravatinha da Chevrolet na grade central.
Para a Argentina, o sport-utility compacto é vendido como Suzuki Grand Vitara mesmo. Procurada, a filial brasileira da GM não quis se pronunciar sobre o assunto.
De qualquer forma, já desembarcaram por aqui algumas unidades da nova geração do Grand Vitara, lançada no ano passado no Japão e chamada de JIII. Juntamente com o XL7 e o SX4 nas configurações hatch, sedã e crossover, passam por clínicas de avaliação junto a consumidores e, posteriormente, entrarão no processo de homologação.
O SX4, aliás, usa uma plataforma compartilhada com o Fiat Sedice. A versão station do SX4 seria o primeiro crossover compacto de fato do mercado, já que conta com tração 4x4. O compacto Swift, com visual moderno e motor 1.5 de 110 cv, também teve unidades trazidas.
A decisão sobre o que vai ser produzido na nova fábrica também vai depender da reação do público para os modelos importados. Especialistas e fontes da indústria avaliam que a imagem da marca japonesa ainda é forte e positiva no Brasil e remete a veículos 4x4, o que pode favorecer a fabricação do Jimny e do próprio Grand Vitara por aqui. Ainda mais com o mercado brasileiro de automóveis em situação tão próspera.
Futuro
O Grupo Souza Ramos também foi procurado, mas limitou-se a dizer que está dando apoio logístico ao grupo que conduz a operação que vai trazer a Suzuki de volta ao Brasil. De qualquer forma, a representação da Suzuki e a construção da fábrica são considerados pelo mercado uma boa alternativa para a empresa.
Fontes no setor dão conta de que a matriz da Mitsubishi no Japão já teria "crescido o olho" nos bons números do mercado brasileiro e estaria disposta a não renovar a licença de Souza Ramos para fazer os modelos da marca.

Suzuki R3 Concept
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Desenvolvido sobre a plataforma do SX4, o R3 Concept tem capacidade para seis passageiros e teve como maior objetivo em seu projeto o aproveitamento de espaço, deixando a parte estética em segundo plano, mas bem feita.
Suzuki Swift se renova no Japão

O modelo continua a ser produzido no Japão, onde ganha uma nova geração (com 9 cm a mais no comprimento que a anterior, resultando em 3,85 m), maior e com design inteiramente renovado.
O Swift ganhará motor 1.2, a gasolina, com 94 cv de potência. Há também uma versão a diesel, 1.3, e com 75 cv.
SEGREDO! – Suzuki volta ao Brasil
“Eu flagrei esses veículos no estacionamento ao lado do meu serviço. Vi um Suzuki SX4 e um XL7. Na realidade, havia quatro carros da Suzuki ali, dois SX4 (um laranja com câmbio de quatro velocidades e outro preto, com câmbio manual), um Suzuki Grand Vitara (que não fotografei porque, quando peguei a máquina, ele já não estava mais lá) e o Suzuki XL7”, disse Oliveira.

“Estava indo trabalhar e, quando eu passei na frente do estacionamento, vi a traseira de um jipinho parecido com o EcoSport. Achei bem diferente, aí lembrei do Fiat Sedici.” Como Oliveira já nos confessou, ele é um apaixonado por carros de origem italiana, daí a vontade de fotografar o tal jipinho. “Entrei na empresa e a primeira coisa que eu fiz foi ir direto à janela que dá pra ver todo o estacionamento. Quando eu vi, não pensei duas vezes: vou até lá e vou tirar as fotos. Cheguei lá e falei com o cara do estacionamento pra ver se ele deixava eu tirar as fotos.”
A escolha da marca segue uma lógica evidente: o grupo Souza Ramos é grande apreciador de veículos 4x4 e sabe que, chova ou faça sol, sempre haverá interessados em comprar jipes e utilitários no Brasil. É um nicho de mercado seguro e com produtos de alto valor agregado, o que viabiliza uma operação pequena, já que os lucros por unidade vendida são altos.
A Suzuki, ainda que não atue mais no país desde março de 2003, mantém entre os jipeiros e admiradores do mundo off-road uma excelente reputação. Seus carros dão pouquíssimo trabalho e, quando dão, têm peças a um custo não proibitivo, o que os transforma nos importados sem representação oficial mais valorizados do mercado.
A palavra da empresa
Oficialmente, a MMC diz apenas que está ajudando a Suzuki a se implantar no Brasil. Estaria “auxiliando” um grupo interessado a negociar com a marca japonesa. Nossas fontes, entretanto, nos dão uma outra explicação. Segundo elas, a SVB realmente pertence ao grupo Souza Ramos e terá como diretor um alto executivo da MIT Racing, empresa que organiza as competições que envolvem veículos da Mitsubishi. Isso, de certo modo, corrobora a versão da revista Quatro Rodas de que a Mitsubishi assumirá as operações brasileiras. Com isso, a MIT Racing perderia sua razão de ser, o que permitiria a alocação de seus executivos em outros empreendimentos.
Ainda há dúvidas sobre se os primeiros modelos serão importados ou fabricados no país. “Fabricados” é modo de dizer, uma vez que eles, inicialmente, seriam montados em esquema de CKD, ou seja, eles viriam desmontados e seriam apenas montados no Brasil, como nosso leitor-repórter apurou. “Consegui algumas informações adicionais com o pessoal que se encontra fazendo testes nos carros. Voltei como quem não queria nada ao local bem na hora em que os caras estavam lá, estacionei do lado e comecei a olhar os Suzuki como se eu não entendesse direito. Fiz umas perguntas idiotas, como "quanto você pagou?" ou "é importado?" e um dos caras falou que era importado, mas que não era dele. Continuei perguntando e o cara falou que os carros vão ser lançados no segundo semestre, sem data definida por causa dos testes. Também falou que os carros não serão importados, mas fabricados em esquema de CKD. Ele citou o nome da empresa que vai montá-los, será a MMC”, disse Oliveira.
Nem seria preciso ir muito longe para chegar à mesma conclusão. Basta olhar no fundo das fotos que Oliveira fez, especialmente a terceira e a quinta, para notar diversas picapes L200 estacionadas. A ligação da empresa do grupo Souza Ramos com o retorno da Suzuki é evidente.
A novidade, mesmo, é a intenção de a Suzuki ter no Brasil modelos menores do que o SX4. “O cara soltou que há a possibilidade de a Suzuki trazer um modelo menor que o SX4, mas, se for mesmo firme, ao que parece, isso só aconteceria de 2009 para 2010. Palavras do cara...”
Em sua coluna, Roberto Nasser diz que a intenção dos importadores, que ele não chega a citar, é de expandir a participação no mercado, inclusive exportando os veículos para outros países do Mercosul. Para isso, a empresa teria de ter um modelo de grandes volumes, como o Swift, mas num segundo momento. Carros de grande volume exigem grandes investimentos.
Certos, mesmo, são os modelos SX4, XL7 e Grand Vitara. Deixemos que Oliveira os apresente: “O SX4 terá câmbio manual e opcional automático, com trocas pelo volante. Na Europa ele tem três motores, pelo que sei. A gasolina ele tem o 1,6-litro de 108 cv e o 2.0 de 148 cv (na minha opinião os que serão importados); a diesel ele tem o 1,5 litro. Quanto ao acabamento, será igual ao do europeu. Na Europa o SX4 tem versões 2WD também, ou seja, a Suzuki também poderá importar o 2WD pra cá.”
“O XL7 também tinha a sigla AWD e bom acabamento interno. Tinha transmissão automática de cinco marchas e opção de trocas manuais no volante. O motor que pode e deve vir, na minha opinião, é o 3,6-litro V6 de 250 cv e torque 33,6 kgm, só lembrando que esse motor é um projeto melhorado do antigo motor do Grand Vitara. Detalhe: o XL7 começou como uma variante do Grand Vitara e tem uma terceira fileira de bancos.”
Suzuki faz promoção e vai dar um sx4 pelo Twitter
Depois de seis meses da apresentação do carro, a Suzuki irá mostrar o hatch SX4 na internet. O carro que tem estilo aventureiro será apresentado via Twitter. Além disso, junto de sua apresentação, a montadora japonesa preparou uma promoção, em que um internauta levará para casa um SX4.A partir do próximo dia 20, o carro começa a rodar pelo Brasil durante duas semanas sem parar. Pistas de onde ele está serão dadas no microblog e o primeiro internauta que responder quais são as três paradas do carro irá levar um modelo zero quilômetro para casa.
O cadastro dos participantes deverá ser feito no site oficial. O endereço é www.sigasx4.com.br e o Twitter da promoção é o twitter.com/sigasx4.
Rodamos 440km com o Suzuki Grand Vitara, que mistura valentia com suavidade
RIO - O gerente da concessionária fazia as considerações finais enquanto regulávamos o banco e o volante. Com o vidro do Suzuki Grand Vitara aberto, ouvíamos ainda o barulho do mar da Barra da Tijuca e o som dos carros que passavam. Conversa encerrada, agradecemos e fechamos a janela do motorista. O mundo se calou ao redor - é... há algo muito diferente entre este jipe japonês e seu antecessor.
É a primeira vez que testamos, de verdade, um Suzuki após a volta da marca ao mercado brasileiro, em 2008. O último que dirigimos foi o Chevrolet Tracker, um Grand Vitara antigo disfarçado com gravatinha dourada, coisa dos tempos da parceria GM/Suzuki. Era um jipinho típico, duro, daqueles que nos fazem lembrar da existência dos rins e do cóccix a cada buraco. O carro de hoje, não. Estamos em um utilitário de luxo, firme como um samurai, dócil como uma gueixa.
O carro testado tem câmbio manual de engates fáceis. Um conselho às moças que pretendem investir nesta versão: façam um bom teste antes.
E, há também o Vitara automático.

Começamos nosso périplo, que durou uma semana e 440 quilômetros. O Suzuki é mais firme que os jipões da moda, como Honda CR-V e Chevrolet Captiva. Seu interior é bem cuidado, mas simples, com plásticos pretos de boa qualidade e bancos forrados de tecido na mesma cor. Tudo é fácil de limpar, pois o Suzuki é saliente, capaz de estrepolias que seus concorrentes nem sonham encarar. No painel, um botão giratório seleciona os modos de tração: integral com distribuição de força entre os eixos, 4x4 com diferencial central bloqueado ou reduzida.
Da Barra até a Lagoa, o Vitara cinza se perde entre utilitários pretos e pratas. O jipe é discreto, pouco maior que um Hyundai Tucson. Por dentro, o Suzuki oferece espaço para cinco adultos. O carro cresceu para agradar ao público que antes transportava a família em caminhonetes e minivans.
Nos primeiros dias de teste, rodamos apenas pela cidade. Desconfiamos da capacidade de o motor 2.0 de 140cv empurrar a contento os 1.629 quilos do Suzuki, mas não houve problema. A máquina gira suave e o câmbio é bem escalonado, movendo o bicho sem que fosse preciso afundar o pé e fazer o ronco invadir a cabine. Guiando com delicadeza, fizemos a boa média de 8,3km/l na cidade.
Hora de subir a serra de Petrópolis
Até aquele momento, o Vitara mostrara-se um bom companheiro no dia a dia, sem a rudeza do antigo, feito para a terra. Faltava saber como se portaria em uma viagem, nas velocidades mais altas e curvas da estrada. Como é tradição, subimos a serra para uma sessão de testes e fotos.
A direção, leve na cidade, fica firme e direta na estrada. A firmeza da suspensão passa confiança, e chegamos às primeiras curvas da subida para Petrópolis animados. Descobrimos um carro que balança pouco e mantém a trajetória. A coisa só complica um pouco sobre piso irregular, quando os pneus tendem a quicar e pedem calma.
O segredo da estabilidade começa na tração integral, que distribui a força entre os eixos continuamente. Fundamental também é a construção monobloco e a suspensão traseira multibraço - o Vitara de antes tinha chassi e um pesado eixo rígido lá atrás. O modelo atual parece estar duas gerações à frente do antecessor.
No convívio, o pragmatismo dos japoneses às vezes irrita. O volante só tem regulagem de altura, e o único vidro que pode descer com um só toque é o do motorista. A chave de haste comprida que fica espetando no bolso é outra características desses orientais. Isso faz com que os Suzuki, Honda, Toyota ou Nissan pareçam todos de um mesmo fabricante quando vistos por dentro.
Somamos as médias dos testes de consumo na estrada. Cravamos 12km/l, outra boa marca. Apesar do peso, o Vitara bebeu o mesmo que um sedã médio de motor 2,0 litros.
Mercado brasileiro, aqui me tens de regresso
A geração atual do Vitara foi lançada no Japão em 2005 e chegou ao Brasil há dois anos, na volta da Suzuki ao país. Antes disso, a marca estivera presente por aqui entre 1991 e 2003, mas abandonou nosso mercado com um breve comunicado que culpava a desvalorização do real (o dólar beirava os R$ 4) e as vendas em baixa.
Hoje, a marca é representada pela SVB, cujo principal acionista é Eduardo Souza Ramos, o empresário que importa ou monta em Catalão (GO) os Mitsubishi vendidos aqui.
Assim, caminham a passos largos as negociações para montagem de modelos Suzuki em Goiás. Não por acaso, o atual presidente da marca, Luiz Rosenfeld, foi o responsável pela implantação da fábrica Mitsubishi.
Em outubro de 2008, havia dez concessionárias Suzuki no Brasil. Hoje, são 64. O Grand Vitara testado é encontrado nessas lojas por R$ 85.000, e traz de série rodas de liga leve de 17 polegadas, airbag duplo, freios com ABS e toca-CDs com leitor de MP3 e capacidade para seis discos, além de entrada auxiliar.
Nosso carro veio com uma central multimídia que inclui no mesmo equipamento navegador por GPS, DVD, televisão e som. É um acessório que custa R$ 5.800.
Suzuki 4x4 custa menos que Honda 4x2
Com câmbio automático de quatro marchas, o preço do Suzuki chega a R$ 89.990. O Honda CR-V mais barato sai por R$ 89.490, mas com tração apenas nas rodas dianteiras.
Um CR-V 4x4 (versão EXL) custa R$ 104.910, sem caixa de redução.
Se, com o passar dos anos, a geração atual honrar a robustez dos Vitara antigos (muitos continuam enfrentando trilhas Brasil afora), há grandes chances de uma nova clientela se consolidar. É esperar para ver.
Fonte: O Globo
Suzuki inaugura concessionária em Salvador-BA

Suzuki SX4, Ficha Tecnica
Motor
| Posição | dianteiro, transversal | |
|---|---|---|
| Cilindros | 4 em linha | |
| Cilindrada | 1995 cm3 | |
| Diâmetro x curso | 84 x 90 mm | |
| Comando | variável, DOHC 16V | |
| Taxa de compressão | 9,5:1 | |
| GASOLINA | ||
| Potência | 145 cv a 5800 rpm | |
| Torque | 18,7 kgfm a 3500 rpm |
Transmissão
| Tipo | manual de 5 marchas | |
|---|---|---|
| 1ª | 3,545 | |
| 2ª | 1,904 | |
| 3ª | 1,31 | |
| 4ª | 0,969 | |
| 5ª | 0,725 | |
| Ré | 3,25 | |
| Diferencial | 4,411 |
Carroceria
| DIREÇÃO | ||
| Diâmetro de giro | 5,3 m | |
|---|---|---|
| Número de voltas | ||
| EIXO TRASEIRO | ||
| Suspensão | semi-independente, eixo de torção | |
| Freios | disco sólido | |
| Diâmetro e Espessura | x mm | |
| Rodas | Aro 16 polegadas | |
| Pneus | n/d 205/60 R16 |
Capacidades
| Peso em ordem de marcha | 1300 kg | |
|---|---|---|
| Carga útil | 440 kg | |
| Tanque de combustível | 45 litros | |
| Porta-malas | 470 litros |
Dimensões
| EXTERNAS | ||
| Comprimento | 4,409 m | |
|---|---|---|
| Largura | 1,664 m | |
| Altura | 1,564 m | |
| Entre eixos | 2,718 m | |
| Bitola dianteira | 1,425 m | |
| Bitola traseira | 1,39 m | |
| Altura do solo | 0,18 m |
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