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Suzuki confirma fábrica no Brasil

Depois de especulações, o presidente da Suzuki do Brasil, Luiz Rosenfeld, que assumiu o cargo em março, confirmou que a empresa investe em uma fábrica no Brasil que a partir de 2012 produzirá em território nacional o jipinho Jimny. Rosenfeld explicou nesta terça-feira (26), no Salão do Automóvel de SP, o porquê da escolha por esse modelo que, em vendas, está atrás de outros dois carros da marca no país – o Vitara e o SX4. É que, segundo marca, o Jimny é um produto sem concorrentes diretos no mercado e possui um preço atrativo.

Suzuki Jimmy

O Jimny é equipado com tração integral 4X4 e custa atualmente R$ 56.990 no Brasil. Com a nacionalização, a marca prevê que o preço será menor, o que aumentará a competitividade do modelo. Sob o capô, o aventureiro compacto traz o motor 1.3 16V de 85 cavalos de potência. Com visual rústico, a cabine também é simples, leva apenas quatro pessoas, e a capacidade do porta-malas é de 113 litros. “Esse é um carro para quem realmente faz uso em estradas e pisos irregulares”, diz o presidente.

Suzuki volta primeiro com carros; depois, pode ter fábrica

Das marcas de automóveis atraídas pela abertura do mercado brasileiro, no início dos anos 1990, muitas ficaram pelo caminho. Uma delas foi a Suzuki, cuja importação de carros e utilitários esportivos começou em 1991 e foi suspensa em março 2003.



A fabricante japonesa, que continuou suas operações com motocicletas no Brasil, conquistou fãs e virou referência em utilitários esportivos 4x4, principalmente graças ao Vitara e seu substituto, o Grand Vitara. E é com base nessa boa reputação "off-road" que a marca vai voltar ao mercado nacional, provavelmente no segundo semestre.

Splash

Só que a retomada das operações por aqui vai além. Uma fábrica para montagem local de modelos da Suzuki está em estudos, e pode se tornar realidade até 2010.
Ignis: compacto 4x4, conta com motores 1.3 e 1.5 a gasolina
OS MODELOS
SX4 - Linha de compactos da marca com derivações hatch, sedã e crossover com tração 4x4. Lançada no Salão de Genebra de 2006, compartilha plataforma com o Fiat Sedice, na planta da empresa japonesa na Hungria. Na Europa, utiliza motores a gasolina 1.5 de 99 cv, 1.6 16V de 107 cv - a mais cotada para vir para o Brasil - e 1.9 turbo-diesel de 120 cv. Nos Estados Unidos, o propulsor do crossover é um 2.0 16V em bloco de alumínio de 143 cv.
XL7 - O SUV médio da marca japonesa, que era tido como uma configuração maior do Grand Vitara, ganhou nova geração no ano passado, com linhas bastante ousadas e modernas. Possui versões para cinco ou sete passageiros e no mercado norte-americano é vendido com motor de 243 cv e câmbio automático de cinco velocidades. É feito em uma fábrica em parceria com a GM no Canadá.
Swift - Já fez relativo sucesso no Brasil nos anos 1990. No Salão de Paris de 2004 ganhou uma nova geração - duas além da vendida por aqui. Na Europa, possui versões com duas e quatro portas e motores a gasolina 1.3 de 92 cv, 1.5 de 110 cv - mais provável de vir para o mercado brasileiro - e 1.6 de 125 cv. Há ainda o propulsor 1.3 turbo-diesel de 70 cv. Em 2006, foi apresentada a versão Sport que usa somente o motor 1.6. É fabricado no Japão e em Taiwan.
Grand Vitara JIII - É a terceira geração do SUV que foi o modelo da Suzuki a fazer mais sucesso no Brasil. Lançado no ano passado, é vendido em países latino-americanos, inclusive na Argentina, onde convive com o modelo anterior fabricado em Rosário e que chega aqui com a identidade de Chevrolet Tracker. O motor mais vigoroso é um V6 2.7 24V de 185 cv. Na Europa, há ainda as opções: 1.6 de 106 cv, 2.0 16V de 128 cv, ambas a gasolina. E a turbodiesel 1.9 de 129 cv.
Jimny - O simpático jipinho também já foi vendido aqui e pode até ganhar as linhas de montagem, já que há ferramental e maquinário seu não utilizado na Espanha. Foi lançado em 1998 e ainda é fabricado no Japão com motor 1.3 de 85 cv a gasolina, outro 1.5 turbo-diesel de 86 cv e um inusitado propulsor turbo a gasolina 0.7 litro de 64 cv.
Ignis - Compacto 4x4, teve pouca sorte no Brasil, mas pode tentar nova entrada por aqui no ano que vem. A nova geração foi lançada em 2003 e também recebe o nome de Subaru Justy em alguns mercados europeus. Conta com motores 1.3 gasolina de 94 cv e 1.5 de 99 cv. A opção a diesel é um 1.3 de 70 cv.
Splash - É o clone da nova geração do Opel Agila na Europa. Feito na planta húngara, o monovolume compacto foi apresentado no salão de Paris de 2006 e tem dois motores a gasolina: 1.0 de três cilindros, 12 válvulas e 65 cv e 1.2 de quatro cilindros, 16 válvulas e 86 cv. Também existe um propulsor diesel 1.3 16V de 75 cv.
A volta ao país pode até parecer ousada à primeira vista. Por trás do retorno da Suzuki, porém, está o Grupo Souza Ramos, o mesmo que gerencia a MMC. A empresa tem licença para fabricar modelos da Mitsubishi (as picapes L200 Outdoor e L200 Triton e os utilitários-esportivos Pajero TR4 e Pajero Sport são montados na cidade goiana de Catalão), além de ser a representante oficial da marca por aqui no que diz respeito também a importados -- traz o esportivo Eclipse, os crossovers Airtrak e Outlander, a minivan Grandis e o SUV Pajero Full.

A estratégia com a Suzuki seria parecida. O grupo começaria a importar modelos atuais, como o utilitário esportivo médio XL7, a linha de compactos SX4 e a nova geração do Swift -- o modelo chegou a ser importado para o Brasil nos primórdios da década de 1990.

Com isso, estudaria o mercado e ganharia mais influência junto à matriz para partir para uma fábrica. Esta planta também deve ser erguida em Catalão. Só que as atividades industriais poderiam ser adiantadas e facilitadas pelo fato de existir maquinário e ferramental ocioso para produção de modelos da Suzuki à disposição na Espanha.

São específicos para fabricação de modelos como o jipinho Jimny, que fez rápida presença no mercado brasileiro no início da década, e até mesmo do Grand Vitara antigo.


Vitara ou Tracker
O que poderia provocar um problema mercadológico com a General Motors. É que a marca norte-americana tem uma parceria com a Suzuki na Argentina. Pelo acordo operacional, a planta da GM em Rosário monta o Grand Vitara e o manda para o Brasil com o nome de Tracker e com a gravatinha da Chevrolet na grade central.

Para a Argentina, o sport-utility compacto é vendido como Suzuki Grand Vitara mesmo. Procurada, a filial brasileira da GM não quis se pronunciar sobre o assunto.

De qualquer forma, já desembarcaram por aqui algumas unidades da nova geração do Grand Vitara, lançada no ano passado no Japão e chamada de JIII. Juntamente com o XL7 e o SX4 nas configurações hatch, sedã e crossover, passam por clínicas de avaliação junto a consumidores e, posteriormente, entrarão no processo de homologação.

O SX4, aliás, usa uma plataforma compartilhada com o Fiat Sedice. A versão station do SX4 seria o primeiro crossover compacto de fato do mercado, já que conta com tração 4x4. O compacto Swift, com visual moderno e motor 1.5 de 110 cv, também teve unidades trazidas.

A decisão sobre o que vai ser produzido na nova fábrica também vai depender da reação do público para os modelos importados. Especialistas e fontes da indústria avaliam que a imagem da marca japonesa ainda é forte e positiva no Brasil e remete a veículos 4x4, o que pode favorecer a fabricação do Jimny e do próprio Grand Vitara por aqui. Ainda mais com o mercado brasileiro de automóveis em situação tão próspera.


Futuro
O Grupo Souza Ramos também foi procurado, mas limitou-se a dizer que está dando apoio logístico ao grupo que conduz a operação que vai trazer a Suzuki de volta ao Brasil. De qualquer forma, a representação da Suzuki e a construção da fábrica são considerados pelo mercado uma boa alternativa para a empresa.

Fontes no setor dão conta de que a matriz da Mitsubishi no Japão já teria "crescido o olho" nos bons números do mercado brasileiro e estaria disposta a não renovar a licença de Souza Ramos para fazer os modelos da marca.

Swift: fez relativo sucesso no Brasil nos anos 90; pode vir com motor 1.5 de 110 cv

Suzuki R3 Concept

A joint venture entre a japonesa Suzuki e a indiana Marutt apresentaram no Salão de Nova Delhi, na Índia, o R3 Concept. Trata-se do protótipo de um futuro monovolume compacto da Suzuki projetado para os mercados emergentes orientais, mas que log pode chegar aos principais mercados europeus.



Desenvolvido sobre a plataforma do SX4, o R3 Concept tem capacidade para seis passageiros e teve como maior objetivo em seu projeto o aproveitamento de espaço, deixando a parte estética em segundo plano, mas bem feita.




Suzuki Swift se renova no Japão

Quem já tem mais de 20 anos - ou conhece muito bem automóveis - deve se lembrar do Suzuki Swift, compacto que chegou a ser vendido no País durante os anos 1990.



O modelo continua a ser produzido no Japão, onde ganha uma nova geração (com 9 cm a mais no comprimento que a anterior, resultando em 3,85 m), maior e com design inteiramente renovado.

O Swift ganhará motor 1.2, a gasolina, com 94 cv de potência. Há também uma versão a diesel, 1.3, e com 75 cv.

SEGREDO! – Suzuki volta ao Brasil

Grupo Souza Ramos, que produz os carros da Mitsubishi no Brasil, inicialmente importará modelos da Suzuki ao Brasil e depois os fabricará em Goiás

Para pegar a história, é preciso ter olhos treinados, de gente que gosta de carros e os conhece. Não fosse assim, o leitor Glauco Chang não teria flagrado oToyota Yaris no estacionamento de um shopping em São Paulo. Nem o leitor Jair Menezes de Oliveira teria visto (e fotografado) os primeiros Suzuki, carros que você também pode ver nesta reportagem.

“Eu flagrei esses veículos no estacionamento ao lado do meu serviço. Vi um Suzuki SX4 e um XL7. Na realidade, havia quatro carros da Suzuki ali, dois SX4 (um laranja com câmbio de quatro velocidades e outro preto, com câmbio manual), um Suzuki Grand Vitara (que não fotografei porque, quando peguei a máquina, ele já não estava mais lá) e o Suzuki XL7”, disse Oliveira.

2007 Suzuki XL7

“Estava indo trabalhar e, quando eu passei na frente do estacionamento, vi a traseira de um jipinho parecido com o EcoSport. Achei bem diferente, aí lembrei do Fiat Sedici.” Como Oliveira já nos confessou, ele é um apaixonado por carros de origem italiana, daí a vontade de fotografar o tal jipinho. “Entrei na empresa e a primeira coisa que eu fiz foi ir direto à janela que dá pra ver todo o estacionamento. Quando eu vi, não pensei duas vezes: vou até lá e vou tirar as fotos. Cheguei lá e falei com o cara do estacionamento pra ver se ele deixava eu tirar as fotos.”

Fotografar os carros não foi nada fácil. Primeiro, nosso leitor pediu autorização ao porteiro, mas recebeu um “não” como resposta. “Insisti umas quatro ou cinco vezes, mas o cara foi relutante. Fazer as fotos eu faria, de qualquer jeito. Primeiro pensei em entrar lá escondido, depois pensei em pular o muro quando estivesse fechado, mas desisti. Por fim, resolvi ir com meu carro ao estacionamento, estacionar do lado e tirar as fotos meio rápido para o cara do estacionamento não perceber. Até que as fotos saíram boas...” Concordamos!

Na edição de março deste ano, a revista Quatro Rodas crava que a Mitsubishi pretende assumir as operações no Brasil, um movimento que não seria de estranhar. Afinal, o mercado brasileiro vem crescendo a taxas altíssimas e é um dos principais mercados de carros do mundo. E já houve caso parecido, com a Audi, que tirou o controle da marca no Brasil das mãos do grupo Senna. Com isso, a MMC teria de encontrar outra empresa para representar. E a Suzuki vem bem a calhar.

A escolha da marca segue uma lógica evidente: o grupo Souza Ramos é grande apreciador de veículos 4x4 e sabe que, chova ou faça sol, sempre haverá interessados em comprar jipes e utilitários no Brasil. É um nicho de mercado seguro e com produtos de alto valor agregado, o que viabiliza uma operação pequena, já que os lucros por unidade vendida são altos.

A Suzuki, ainda que não atue mais no país desde março de 2003, mantém entre os jipeiros e admiradores do mundo off-road uma excelente reputação. Seus carros dão pouquíssimo trabalho e, quando dão, têm peças a um custo não proibitivo, o que os transforma nos importados sem representação oficial mais valorizados do mercado.

A palavra da empresa

Oficialmente, a MMC diz apenas que está ajudando a Suzuki a se implantar no Brasil. Estaria “auxiliando” um grupo interessado a negociar com a marca japonesa. Nossas fontes, entretanto, nos dão uma outra explicação. Segundo elas, a SVB realmente pertence ao grupo Souza Ramos e terá como diretor um alto executivo da MIT Racing, empresa que organiza as competições que envolvem veículos da Mitsubishi. Isso, de certo modo, corrobora a versão da revista Quatro Rodas de que a Mitsubishi assumirá as operações brasileiras. Com isso, a MIT Racing perderia sua razão de ser, o que permitiria a alocação de seus executivos em outros empreendimentos.


Ainda há dúvidas sobre se os primeiros modelos serão importados ou fabricados no país. “Fabricados” é modo de dizer, uma vez que eles, inicialmente, seriam montados em esquema de CKD, ou seja, eles viriam desmontados e seriam apenas montados no Brasil, como nosso leitor-repórter apurou. “Consegui algumas informações adicionais com o pessoal que se encontra fazendo testes nos carros. Voltei como quem não queria nada ao local bem na hora em que os caras estavam lá, estacionei do lado e comecei a olhar os Suzuki como se eu não entendesse direito. Fiz umas perguntas idiotas, como "quanto você pagou?" ou "é importado?" e um dos caras falou que era importado, mas que não era dele. Continuei perguntando e o cara falou que os carros vão ser lançados no segundo semestre, sem data definida por causa dos testes. Também falou que os carros não serão importados, mas fabricados em esquema de CKD. Ele citou o nome da empresa que vai montá-los, será a MMC”, disse Oliveira.

Nem seria preciso ir muito longe para chegar à mesma conclusão. Basta olhar no fundo das fotos que Oliveira fez, especialmente a terceira e a quinta, para notar diversas picapes L200 estacionadas. A ligação da empresa do grupo Souza Ramos com o retorno da Suzuki é evidente.

A novidade, mesmo, é a intenção de a Suzuki ter no Brasil modelos menores do que o SX4. “O cara soltou que há a possibilidade de a Suzuki trazer um modelo menor que o
SX4, mas, se for mesmo firme, ao que parece, isso só aconteceria de 2009 para 2010. Palavras do cara...”

Em sua coluna, Roberto Nasser diz que a intenção dos importadores, que ele não chega a citar, é de expandir a participação no mercado, inclusive exportando os veículos para outros países do Mercosul. Para isso, a empresa teria de ter um modelo de grandes volumes, como o Swift, mas num segundo momento. Carros de grande volume exigem grandes investimentos.

Certos, mesmo, são os modelos SX4, XL7 e Grand Vitara. Deixemos que Oliveira os apresente: “O SX4 terá câmbio manual e opcional automático, com trocas pelo volante. Na Europa ele tem três motores, pelo que sei. A gasolina ele tem o 1,6-litro de 108 cv e o 2.0 de 148 cv (na minha opinião os que serão importados); a diesel ele tem o 1,5 litro. Quanto ao acabamento, será igual ao do europeu. Na Europa o
SX4 tem versões 2WD também, ou seja, a Suzuki também poderá importar o 2WD pra cá.”

“O XL7 também tinha a sigla AWD e bom acabamento interno. Tinha transmissão automática de cinco marchas e opção de trocas manuais no volante. O motor que pode e deve vir, na minha opinião, é o 3,6-litro V6 de 250 cv e torque 33,6 kgm, só lembrando que esse motor é um projeto melhorado do antigo motor do
Grand Vitara. Detalhe: o XL7 começou como uma variante do Grand Vitara e tem uma terceira fileira de bancos.”



Suzuki faz promoção e vai dar um sx4 pelo Twitter

Depois de seis meses da apresentação do carro, a Suzuki irá mostrar o hatch SX4 na internet. O carro que tem estilo aventureiro será apresentado via Twitter. Além disso, junto de sua apresentação, a montadora japonesa preparou uma promoção, em que um internauta levará para casa um SX4.

A partir do próximo dia 20, o carro começa a rodar pelo Brasil durante duas semanas sem parar. Pistas de onde ele está serão dadas no microblog e o primeiro internauta que responder quais são as três paradas do carro irá levar um modelo zero quilômetro para casa.

O cadastro dos participantes deverá ser feito no site oficial. O endereço é www.sigasx4.com.br e o Twitter da promoção é o twitter.com/sigasx4.

Rodamos 440km com o Suzuki Grand Vitara, que mistura valentia com suavidade

RIO - O gerente da concessionária fazia as considerações finais enquanto regulávamos o banco e o volante. Com o vidro do Suzuki Grand Vitara aberto, ouvíamos ainda o barulho do mar da Barra da Tijuca e o som dos carros que passavam. Conversa encerrada, agradecemos e fechamos a janela do motorista. O mundo se calou ao redor - é... há algo muito diferente entre este jipe japonês e seu antecessor.

É a primeira vez que testamos, de verdade, um Suzuki após a volta da marca ao mercado brasileiro, em 2008. O último que dirigimos foi o Chevrolet Tracker, um Grand Vitara antigo disfarçado com gravatinha dourada, coisa dos tempos da parceria GM/Suzuki. Era um jipinho típico, duro, daqueles que nos fazem lembrar da existência dos rins e do cóccix a cada buraco. O carro de hoje, não. Estamos em um utilitário de luxo, firme como um samurai, dócil como uma gueixa.

O carro testado tem câmbio manual de engates fáceis. Um conselho às moças que pretendem investir nesta versão: façam um bom teste antes.

E, há também o Vitara automático.


Começamos nosso périplo, que durou uma semana e 440 quilômetros. O Suzuki é mais firme que os jipões da moda, como Honda CR-V e Chevrolet Captiva. Seu interior é bem cuidado, mas simples, com plásticos pretos de boa qualidade e bancos forrados de tecido na mesma cor. Tudo é fácil de limpar, pois o Suzuki é saliente, capaz de estrepolias que seus concorrentes nem sonham encarar. No painel, um botão giratório seleciona os modos de tração: integral com distribuição de força entre os eixos, 4x4 com diferencial central bloqueado ou reduzida.

Da Barra até a Lagoa, o Vitara cinza se perde entre utilitários pretos e pratas. O jipe é discreto, pouco maior que um Hyundai Tucson. Por dentro, o Suzuki oferece espaço para cinco adultos. O carro cresceu para agradar ao público que antes transportava a família em caminhonetes e minivans.

Nos primeiros dias de teste, rodamos apenas pela cidade. Desconfiamos da capacidade de o motor 2.0 de 140cv empurrar a contento os 1.629 quilos do Suzuki, mas não houve problema. A máquina gira suave e o câmbio é bem escalonado, movendo o bicho sem que fosse preciso afundar o pé e fazer o ronco invadir a cabine. Guiando com delicadeza, fizemos a boa média de 8,3km/l na cidade.

Hora de subir a serra de Petrópolis

Crédito: Marco Antonio Teixeira

Até aquele momento, o Vitara mostrara-se um bom companheiro no dia a dia, sem a rudeza do antigo, feito para a terra. Faltava saber como se portaria em uma viagem, nas velocidades mais altas e curvas da estrada. Como é tradição, subimos a serra para uma sessão de testes e fotos.

A direção, leve na cidade, fica firme e direta na estrada. A firmeza da suspensão passa confiança, e chegamos às primeiras curvas da subida para Petrópolis animados. Descobrimos um carro que balança pouco e mantém a trajetória. A coisa só complica um pouco sobre piso irregular, quando os pneus tendem a quicar e pedem calma.

O segredo da estabilidade começa na tração integral, que distribui a força entre os eixos continuamente. Fundamental também é a construção monobloco e a suspensão traseira multibraço - o Vitara de antes tinha chassi e um pesado eixo rígido lá atrás. O modelo atual parece estar duas gerações à frente do antecessor.

No convívio, o pragmatismo dos japoneses às vezes irrita. O volante só tem regulagem de altura, e o único vidro que pode descer com um só toque é o do motorista. A chave de haste comprida que fica espetando no bolso é outra características desses orientais. Isso faz com que os Suzuki, Honda, Toyota ou Nissan pareçam todos de um mesmo fabricante quando vistos por dentro.

Somamos as médias dos testes de consumo na estrada. Cravamos 12km/l, outra boa marca. Apesar do peso, o Vitara bebeu o mesmo que um sedã médio de motor 2,0 litros.

Mercado brasileiro, aqui me tens de regresso

A geração atual do Vitara foi lançada no Japão em 2005 e chegou ao Brasil há dois anos, na volta da Suzuki ao país. Antes disso, a marca estivera presente por aqui entre 1991 e 2003, mas abandonou nosso mercado com um breve comunicado que culpava a desvalorização do real (o dólar beirava os R$ 4) e as vendas em baixa.

Hoje, a marca é representada pela SVB, cujo principal acionista é Eduardo Souza Ramos, o empresário que importa ou monta em Catalão (GO) os Mitsubishi vendidos aqui.

Assim, caminham a passos largos as negociações para montagem de modelos Suzuki em Goiás. Não por acaso, o atual presidente da marca, Luiz Rosenfeld, foi o responsável pela implantação da fábrica Mitsubishi.

Em outubro de 2008, havia dez concessionárias Suzuki no Brasil. Hoje, são 64. O Grand Vitara testado é encontrado nessas lojas por R$ 85.000, e traz de série rodas de liga leve de 17 polegadas, airbag duplo, freios com ABS e toca-CDs com leitor de MP3 e capacidade para seis discos, além de entrada auxiliar.

Nosso carro veio com uma central multimídia que inclui no mesmo equipamento navegador por GPS, DVD, televisão e som. É um acessório que custa R$ 5.800.

Suzuki 4x4 custa menos que Honda 4x2

Área interna do Suzuki Grand Vitara / Crédito: Marco Antonio Teixeira

Com câmbio automático de quatro marchas, o preço do Suzuki chega a R$ 89.990. O Honda CR-V mais barato sai por R$ 89.490, mas com tração apenas nas rodas dianteiras.

Um CR-V 4x4 (versão EXL) custa R$ 104.910, sem caixa de redução.

Se, com o passar dos anos, a geração atual honrar a robustez dos Vitara antigos (muitos continuam enfrentando trilhas Brasil afora), há grandes chances de uma nova clientela se consolidar. É esperar para ver.

Fonte: O Globo

Suzuki inaugura concessionária em Salvador-BA

Com um investimento alto, a tradicional marca japonesa Suzuki inaugura, a concessionária Ritto Suzuki, na capital Baiana. Com infra-estrutura moderna e diferenciada, a loja que foi cuidadosamente planejada para agradar aos clientes, está localizada na Av. Tancredo Neves e conta com showroom de automóveis, oficina com equipamentos de última geração, assistência técnica especializada, loja de acessórios e boutique com produtos exclusivos da marca, tudo num só espaço, amplo e bem localizado o que ressalta a importância de um espaço novo e moderno para os consumidores baianos.

Cristiano Lira, Consultor de vendas (71) 9262-4146

Suzuki SX4, Ficha Tecnica

collapse sectionMotor

Posiçãodianteiro, transversal
Cilindros4 em linha
Cilindrada1995 cm3
Diâmetro x curso84 x 90 mm
Comandovariável, DOHC 16V
Taxa de compressão9,5:1
GASOLINA
Potência145 cv a 5800 rpm
Torque18,7 kgfm a 3500 rpm

collapse sectionTransmissão

Tipomanual de 5 marchas
1ª3,545
2ª1,904
3ª1,31
4ª0,969
5ª0,725
Ré3,25
Diferencial4,411

collapse sectionCarroceria

DIREÇÃO
Diâmetro de giro5,3 m
Número de voltas
EIXO TRASEIRO
Suspensãosemi-independente, eixo de torção
Freiosdisco sólido
Diâmetro e Espessurax mm
RodasAro 16 polegadas
Pneusn/d 205/60 R16

collapse sectionCapacidades

Peso em ordem de marcha1300 kg
Carga útil440 kg
Tanque de combustível45 litros
Porta-malas470 litros

collapse sectionDimensões

EXTERNAS
Comprimento4,409 m
Largura1,664 m
Altura1,564 m
Entre eixos2,718 m
Bitola dianteira1,425 m
Bitola traseira1,39 m
Altura do solo0,18 m