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TOYOTA COROLLA XEI X HONDA CIVIC LXL

REFORÇADO EM CONFORTO, EQUIPAMENTOS E ECONOMIA, O CIVIC 2010 ENCARA O COROLLA, LÍDER DO MERCADO

Em janeiro e fevereiro, deu Honda Civic. Em março e abril, Toyota Corolla. O Civic deu o troco em maio e junho, mas em julho o Corolla assumiu a liderança do mercado de sedãs médios e não largou mais, fechando 2009 com 54 599 carros emplacados, ante 50 200 do Civic – uma vantagem de 4 399 unidades. O Corolla também passou à frente do Civic, pela primeira vez, em nossa pesquisa de satisfação do proprietário, Os Eleitos. Sucesso de público e crítica desde que foi lançado, em 2006, o Civic precisava mudar. E ele mudou bastante na linha 2010. Mas será que mudou o suficiente? Para responder, só mesmo um confronto com o Corolla XEi para medir forças.


O novo Civic está mais econômico, confortável e equipado. Economia e conforto vieram com a troca da direção hidráulica pelo sistema de assistência elétrica, emprestada dos irmãos Fit e City. (Não é a direção elétrica do Civic Si, que é mais sofisticada e que trabalha em conjunto com os controles de tração e estabilidade.) Com o carro parado, mal se vê diferença. No cofre do motor, sumiu um reservatório de tampa verde, perto da caixa da roda direita. Assim que ligar o motor, repare na luz amarela de advertência que traz o desenho de um volante ao lado de uma exclamação. O jeito mais fácil de perceber a novidade é dirigir o carro. O Civic ficou muito mais leve no trânsito da cidade, a ponto de o volante do modelo antigo parecer emperrado. Ficou fácil de manobrar como o Corolla, que ganhou direção elétrica na nova geração, em 2008.


Motor relaxado
Com a direção elétrica, o motorista do Civic passou a fazer menos força, mas quem aproveitou para relaxar de verdade foi o motor. Livre do esforço de movimentar uma bomba de assistência hidráulica (e agora com um sistema de ar-condicionado de menor inércia), o motor passou a funcionar mais liso. A maior diferença é na hora de sair de casa, pela manhã, ao manobrar o carro ainda frio. A Honda aproveitou para baixar a rotação em marcha-lenta em 200 giros (agora varia entre 650 e 700 rpm) e reprogramou o câmbio automático para antecipar as trocas. De giro baixo, o motor ficou mais econômico. Em nosso teste de consumo urbano, o Civic 2010 conseguiu 8,5 km/l. É bem melhor que o Civic antigo (7,4 km/l), mas ainda fica atrás do Corolla (9,7 km/l).

E o Civic 2010 traz uma nova versão, a LXL,

para ocupar a grande distância de preço e equipamentos que existia entre as versões EXS e LXS. Faz isso da melhor maneira, com recheio próximo da versão mais cara e valor de tabela cerca de 2 000 reais acima da mais barata. A nova versão é mais vantajosa, e isso se reflete na previsão de vendas da Honda. A participação do LXS na linha de montagem do Civic caiu de 95% para apenas 20% – 75% são LXL.

Do EXS (de 85 610 reais), o LXL pegou o volante prateado com comando de rádio, piloto automático e borboletas de troca de marcha. A tampa do porta-malas tem abertura por controle remoto e forração, o rádio tem tweeters e os retrovisores externos têm piscas. O LXL copiou muita coisa do EXS, mas se esqueceu do básico: computador de bordo e vidros elétricos tipo um-toque para todos os passageiros.

O LXL melhora a relação custo-benefício do Civic, mas o Corolla XEi é mais recheado. Dessa dupla, só o carro da Toyota tem airbags laterais, ar-condicionado digital, retrovisores com rebatimento elétrico, vidros elétricos um-toque, computador de bordo, luzes de neblina e acendimento automático de faróis. Os itens exclusivos do Civic são bem menos importantes: tweeters, saída auxiliar de áudio e borboletas de troca de marcha. Se quiser trocar as marchas por conta própria, o dono do Corolla automático terá de correr a alavanca por um trilho sinuoso, solução dos Mercedes dos anos 80. Os dois não têm entrada USB e viva-voz por sistema Bluetooth, o que é uma pena.

Em vez de gastar dinheiro com equipamentos, a Honda investiu em refinamento. O Civic tem câmbio automático de cinco marchas, suspensão traseira independente e ergonomia digna de BMW. É um projeto inspiradíssimo que, quatro anos após o lançamento, não foi igualado no Brasil. Dirigir o Civic continua sendo uma experiência inspiradora e envolvente. O Corolla, ao contrário, agrada pela discrição. Seu mérito é isolar os passageiros do mundo externo, deixando a viagem mais tranquila. Há mais espaço no porta-malas e o motorista dirige em posição mais alta, melhor para apreciar a paisagem.

Se você dirigiu os dois carros e ainda está em dúvida, leve o Corolla. É a escolha racional. É mais equipado, mais recente e mais espaçoso. Porém, se você andar no Civic e ficar apaixonado, a gente vai entender perfeitamente.



COROLLA

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Direção elétrica bem leve na cidade e firme na estrada. A suspensão é ótima em filtrar as rugas do asfalto.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
O motor é muito bem afinado, a ponto de compensar a caixa de câmbio tradicional e obter números de desempenho iguais aos do Civic, com consumo melhor.
★★★★

CARROCERIA
Mesmo com os reforços estruturais necessários para eliminar o túnel central da carroceria, o Corolla continua sendo um carro leve.
★★★★

VIDA A BORDO
Faltam ao rádio viva-voz Bluetooth e entradas auxiliares. O Corolla roda macio e em silêncio.
★★★★

SEGURANÇA
Airbag lateral é item de série, além dos habituais ABS, EBD e airbag duplo.
★★★★

SEU BOLSO
É líder de vendas, bem equipado e campeão em satisfação do consumidor.
★★★★



CIVIC

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A assistência elétrica deu leveza ao volante, no uso urbano, mantendo a habitual firmeza em alta velocidade – importante numa direção de reações tão rápidas. Suspensão e freios são os mais bem afinados do mercado.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
Liberado da tarefa de alimentar a bomba de direção hidráulica, o motor ficou mais uniforme – sobretudo nas manhãs frias, com álcool. O consumo melhorou, mas ainda fica atrás do Corolla – que, no papel, tem conjunto inferior.
★★★★

CARROCERIA
Vai ser difícil a próxima geração (que não tarda a chegar) conseguir igual combinação de arrojo e aceitação do público. Mas será fácil ter um porta-malas maior.
★★★★

VIDA A BORDO
O futurismo da cabine não é estilismo gratuito: o Civic traz soluções (como o freio de mão em forma de “Z” ou o painel de dois andares, com velocímetro no campo de visão do motorista) que facilitam o uso.
★★★★

SEGURANÇA
Não tem o airbag lateral presente no Corolla XEi, mas é um carro mais fácil de controlar.
★★★★

SEU BOLSO
A versão LXL é uma injeção de custo-benefício num carro que ainda é muito competitivo, mas já viveu seu auge no mercado.
★★★★



VEREDICTO

O novo Civic evolui em conforto, equipamentos e economia de combustível – ou seja, traz para si as qualidades que hoje fazem o sucesso do Corolla. Mas não mudou a ponto de redefinir os papéis: Civic é para quem gosta de dirigir e Corolla, para quem prioriza conforto e segurança. São os melhores sedãs do mercado em emoção e razão.

Melhor Compra 2010 de R$60.000 a R$70.000

Carros de 60.000 a 70.000 reais

O Corolla com motor 1.8 ainda se mostra a melhor opção. Já o C4 Pallas, trazendo itens de luxo geralmente encontrados em carros da faixa acima, ficou com o vice. A terceira posição ficou com o Ford Focus Sedan GLX 2.0, que deixou para trás o Civic, campeão de 2009.
Corolla GLi 1.8

Corolla GLi 1.8

→ 64.750 reais

C4 Pallas Exclusive 2.0

C4 Pallas Exclusive 2.0

→ 69.930 reais

Focus Sedan GLX 2.0

Focus Sedan GLX 2.0

→ 60.705 reais

Toyota convoca clientes para segunda fase do recall do Corolla


A segunda fase do recall do Toyota Corolla Nova Geração começa nesta segunda-feira (17). A campanha visa eliminar a possibilidade de interferência do tapete no pedal do acelerador. Os modelos que devem comparecer à rede de distribuidores Toyota nesta nova etapa são:

XLi 1.6 (chassis 5000516 a 5008075)

XLi, XEi 1.8, GLi 1.8 (chassis 5000515 a 5133008)

XEi (banco de couro), SE-G (5000543 a 5126284)

XEi 2.0, Altis (2500008 a 2506544)

Nas concessionárias, os clientes receberão etiquetas de segurança sobre uso e fixação de tapetes genuínos Toyota, explicação do encarte especial do manual do proprietário relativo ao uso e à fixação dos tapetes e substituição do tapete não genuíno por tapetes genuínos da marca, que possuem presilhas de segurança. As lojas também atenderão clientes que eventualmente não tenham participado do primeiro recall.

A Toyota recomenda o prévio agendamento do reparo e informa que os clientes podem esclarecer suas dúvidas por telefone (0800 703 02 06) ou em seu site.

A Toyota recomenda que até o atendimento o proprietário retire o tapete do lado do motorista, não o substituindo até que a verificação seja realizada.

O Grupo de Estudos Permanentes de Acidentes de Consumo (GEPAC) foi quem determinou, em acordo com a Toyota, o recall do modelo. O problema atinge os sedãs fabricados a partir de abril de 2008. De acordo com a assessoria de imprensa da marca no país, o problema atinge 107 mil unidades do sedã.

A decisão de convocar o recall veio depois que a venda do sedã foi suspensa no estado de Minas Gerais, a pedido do Procon, órgão ligado ao Ministério Público do Estado. De acordo com o MP, a montadora foi omissa no caso, pois já sabia que a colocação do tapete poderia causar problemas - há um aviso sobre isso no manual do proprietário.